O FMI (Fundo Monetário Internacional) cortou suas previsões para o crescimento econômico global para 2019 e 2020. Ao mesmo tempo, elevou a expectativa de crescimento para a economia brasileira para este ano.

Pelos cálculos do FMI, a economia global crescerá 3,5% em 2019 e 3,6% em 2020, índices 0,2 e 0,1 ponto percentual, respectivamente, menores que as previsões de outubro.

Para o Brasil, o fundo acredita na continuidade da recuperação após a recessão, prevendo crescimento de 2,5% da economia neste ano, 0,1 ponto percentual a mais do que estimara em outubro.

Já para o ano que vem, a projeção é de crescimento de 2,2%, abaixo do esperado pelo Banco Central, de 2,6%.

Nas entrelinhas dá para se ler que o FMI espera que o Brasil fique fora dos grandes conflitos mundiais, especialmente econômicos, envolvendo de um lado Estados Unidos, China e Rússia, e de outro o Brexit na União Europeia.

Ou seja, se o Brasil conseguiu “ficar na sua” e agir com diplomacia e, principalmente, inteligência, pode se aproveitar com os desacordos comerciais entre os gigantes.

Até porque, segundo o FMI, para sanar esses problemas mundiais, os países deveriam agir cooperativamente e rapidamente, “em vez de elevar ainda mais as barreiras prejudiciais e desestabilizar uma economia global já em desaceleração." Algo que pelo menos agora parece distante de acontecer.

A desaceleração do crescimento chinês mostra um impacto maior do que o esperado da quebra de braço com os Estados Unidos e os próximos movimentos podem ser cruciais para os números deste ano. Ou seja, ao Brasil o melhor agora é prudência e não ideologia.