O Governo Jair Bolsonaro começou por antecipação e com muita disposição. Ontem sua equipe já anunciava o primeiro desenho da estrutura ministerial, com fusões e ajustes que passam de 29 para 15 ministérios. Ou melhor, superministérios.

Sabidamente, o gigantismo do Estado é mantido para acolher os acordos políticos. Por enquanto, o presidente eleito tem mostrado que seu grupo será pequeno.

Dentre as novidades já anunciadas estão os superministérios da Economia (que junta Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio), da Agricultura (fusão de Agricultura e Meio Ambiente), a Casa Civil (que vai incluir a Secretaria de Governo) e já se falava em uma pasta especial destas para a Justiça, a qual deve ser “oferecida” ao juiz da Lava Jato Sérgio Moro, a qual vai incluir Segurança Pública e órgãos afins como Transparência, Controladoria-Geral da União e Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Ciência e Tecnologia se funde ao Ensino Superior; Infraestrutura com Transportes; Desenvolvimento Social com Direitos Humanos; e há dúvida se o Ministério da Integração Nacional poderá ser unido às pastas das Cidades e do Turismo. Ficam separados os Ministérios da Defesa, do Trabalho, das Minas e Energia, das Relações Exteriores, da Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.

Uma das principais demandas da sociedade é justamente um governo mais enxuto e econômico. Contudo, sabe-se também que a economia não vem apenas do cargo do ministro, mas do staff que as sustentam, como os cargos comissionados, também considerado um cabidão de empregos.

Outra ressalva é saber se um quadro tão enxuto dá conta de governar um país continental.