Dar o nome certo coisas e sentimentos.

Este é um dos assuntos mais importantes da humanidade, a linguagem.

Certa vez, em um treinamento de bioliderança® numa grande corporação paranaense, abri o evento com a seguinte frase:

Quem domina a linguagem, domina uma nação, por sua vez, uma casa, uma família, um bairro e por fim, o mundo todo.

As motivações reais do ser humano são descobertas, quando de fato investigamos a verdadeira e mais honesta utilização da linguagem, do nosso vocabulário, que é simplesmente formidável e vasto.

Devo registrar, quando li uma frase, que dizia: a decadência de um povo é precedida pela decadência da sua linguagem.

E devo reconhecer o quanto me assusto com a baixa capacidade que nós brasileiros temos em fazer perguntas. E esta qualidade das perguntas, que possibilitará o indivíduo em distinguir o que é possível, o que é razoável e o que é certo de acontecer em nossas vidas.

Recordo-me de uma citação, que veio direto da fonte onde diz que “no princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”. Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

Com esta citação, percebo ainda mais a importância da linguagem em nossas vidas.

Entendo a necessidade do ser humano de buscar pela validação de algum grupo que se pertence, inclusive, este tema é ensinamento dentro das constelações familiares, onde seu autor, o alemão Berth Hellinger cita a importância do pertencer, algo que buscamos até o final de nossos dias.

A busca pela validação de algum grupo, em vários momentos, pode prejudicar ou até mesmo impedir o avanço do seu domínio individual da linguagem, pois, em algum período, podemos nos tornar radicais e até mesmo agressivos.

Cito como exemplo a gradação, item vital para a nossa vida, principalmente na expressão dos sentimentos, atualmente tenho percebido o uso devasso palavras exageradas para sentimentos, que, outrora seriam utilizados em momentos de grandes perdas pessoais. Exemplo que ouvi durante algumas sessões de bioliderança®: “me senti destruída com o feedback negativo do meu gestor”.

Ora, a gradação deve ser utilizada dentro de uma perfeita realidade dos fatos.

O livro de George Orwell, 1984 descreve um trecho: Guerra é paz, ignorância é força, liberdade é escravidão. Numa declaração de estratégia que visa misturar, destruir a capacidade do indivíduo de traduzir a realidade para os seus próprios pensamentos.

Em todos os sentidos, quando eu nomeio as coisas como elas de fato são, começamos a exorcizar os nossos demônios, tais como o vazio no peito, a angustia, confusões de relacionamento. Isto, diante dos filhos, esposa, diante da vida.

Gostaria de acrescentar, um conselho e um aviso.

Se você não lê, pelo busque rezar. (conselho).

A busca da novidade em lugares errados aflora o perverso. (aviso).

 


Juliano Gazola é fundador da Bioliderança® no Brasil, business executive coach, reprogramador biológico

 

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