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POLÍTICA

Delação da Odebrecht não explica 600 codinomes

31 de dezembro de 2017 às 06:51
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Brasília – Decifrar o verdadeiro quebra-cabeças e emaranhado – bem organizado, claro – relatório de pagamento de propina, favorecimentos, favores, compensações, negociatas, dentre outros tipos de relações entre a empreiteira Odebrecht, seus executivos e os milhares de envolvidos num dos maiores escândalos que já se teve notícias no Brasil não foi tarefa nada fácil. Nem mesmo com a ajuda de quem ajudou a elaborar foi possível esclarecer tim tim por tim tim, como fazia parte do acordo de colaboração premiada. Mas nem por isso desistiram ainda.

Para se ter uma ideia, os depoimentos e os documentos da delação premiada da empreiteira Odebrecht deixam sem explicação cerca de 600 codinomes de destinatários de propinas e repasses ilegais registrados nas planilhas do setor de operações ilícitas da construtora. A soma dos recebimentos dos 20 maiores beneficiários sem identificação passa de R$ 100 milhões, segundo levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”.

Na documentação também há outro tipo de lacuna: uma planilha intitulada "tradução" traz apelidos vinculados a nomes de políticos, entre eles o do presidente da República, Michel Temer (MDB-SP), o do pré-candidato ao Palácio do Planalto Ciro Gomes (PDT-CE) e o do vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB-SP), mas não há informações sobre repasses ligados aos codinomes.

76 mil páginas

A reportagem analisou nos últimos quatro meses cerca de 2.300 listas de pagamentos que fazem parte do acervo de 76 mil páginas apresentadas pela Odebrecht no âmbito da colaboração premiada assinada com o Ministério Público Federal. Além de subornos, as planilhas também contabilizavam transferências com recursos do caixa dois da empresa para quitar despesas como o pagamento de bônus por fora para alguns altos executivos da companhia, com sonegação de imposto, segundo Hilberto Mascarenhas, que chefiou o departamento ilegal de 2006 a 2014. Nesse material bruto, disponibilizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o maior número de pagamentos está relacionado à alcunha "conterraneo". Foram 103 transferências que somaram R$ 13,7 milhões. E quem é “conterraneo”?
É uma das questões abertas.

Os repasses eram sempre do mesmo valor, R$ 125 mil, com exceção de um no montante de R$ 1 milhão. Essas operações ocorreram em um período de 10 meses, entre novembro de 2013 e agosto de 2014.

Mas ainda há mais. Muito mais… 2018 promete!

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