Por que se tem a voz fraca? Por que as pessoas te chamam de charlatão?

Essas verdades da vida diária ecoam em muitos corações e mentes. Por vezes, será que nós desejamos ser escutados, em quase tudo, mas esquecemos de que, de fato, não falamos com a nossa própria voz?

Sabe aquele curso que você acaba de fazer e sai logo falando sobre ele? Será que é você mesmo falando? Uma verdade que atormenta é que: o conteúdo não é seu, a voz também não é sua.

Cabe profunda reflexão esse tema, pois, às vezes, sinto que as pessoas não querem ouvir, muito menos comprar um conteúdo reciclado.

Posso estar errado, eu sei, mas estou crendo que as pessoas querem ouvir uma voz que lhes fale sobre experiências reais, de uma pessoa real, que passa por problemas e verdadeiramente os tenha resolvido.

Uma pancada direta no queixo é que, se você não é essa pessoa real, então se cale!

Reforço essa frase com algo que está contido na fonte divina, que diz: “Aquele que guarda a sua boca, guarda a sua vida, mas aquele que abre muito os lábios, terá destruição”.

E não basta ser essa pessoa. É necessário organizar o seu repertório de experiências se você quiser comunicá-lo. É aqui que a importância do mapa do conhecimento e da ignorância entra em cena.

Você percebe que um conteúdo é valioso e quer fazê-lo seu. Isso não é errado, mas, sem aprendê-lo da forma correta, vão achar que você realmente é um charlatão.

Acredito que você não quer que isso ocorra contigo ou até mesmo com quem lhe importa, então é necessário que você seja muito honesto e responda: Quais livros de literatura você realmente leu? Se você só leu Harry Potter, apenas escreva a verdade.

Quais filmes você realmente viu? O que você ouviu de música? O que eu sei de pintura e escultura?

E livros técnicos, você os leu? Ou ficou somente nos cursos?

Seus interesses pessoais, por exemplo, vinhos, animais, carros… Quais são as coisas que você de fato presta atenção?

Estou certo que quando você terminar o exercício verá algo surpreendente ocorrer. Você perceberá se está no caminho de se tornar uma autoridade ou de se manter como papagaio.

Mas não fique triste se tiver um bagageiro pequeno, pois a consciência veio à tona e você poderá corrigir os buracos em sua formação como sujeito maduro.

Como começar? Escolha um amigo seu e explique a ele alguma coisa de sua área de atuação, mas preste atenção em uma coisa vital: procure utilizar o seu repertório.

Irá perceber uma mudança enorme, assustadora: de papagaio a autoridade.


Juliano Gazola é fundador da Bioliderança® no Brasil, business executive coach, reprogramador biológico

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