Cascavel – A partir desta quinta-feira (13), os cascavelenses deverão começar a sentir no bolso os reflexos do reajuste nos preços do diesel e da gasolina, anunciado ainda na quarta-feira (11) pela Petrobras. O preço médio de venda da gasolina da estatal para as distribuidoras passou de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, o que representa um aumento de 4,85%. O valor do diesel subiu de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro, alta de 8,08%.

O último aumento ocorreu em 26 de outubro do ano passado. Desde então, o preço cobrado pela Petrobras para a gasolina chegou a ser reduzido em R$ 0,10 litro, em 15 de dezembro. Já o preço do diesel ficou estável. Em relação à gasolina, a Petrobras explicou em nota que “considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,11 por litro”.

A reportagem do O Paraná conversou mais uma vez com Roberto Pellizzetti, empresário do setor de combustíveis e diretor da Paranapetro, entidade que representa a revenda de combustíveis no Paraná. Ele explicou que o aumento já estava indicado há quase dez dias, mas que a estatal tem tentado segurar o repasse imediato às distribuidoras. “A Petrobras tem demorado em repassar os reajustes, que ocorrem legalmente conforme a Lei da Paridade”.

Pellizzetti também contou que os postos de combustíveis não são os grandes vilões na guerra do preço dos combustíveis, pois os estabelecimentos têm em média somente 12% de lucro. “Os outros 88% ficam entre custo, frete, impostos estaduais e federais. O que onera de fato o combustível é o preço do dólar. O barril de petróleo, por exemplo, está custando US$ 80,00 e esse é um componente que prejudica demais os preços”, disse o empresário.

 

EXPECTATIVA

O diretor da Paranapetro, Roberto Pellizzetti, acredita que a tendência é de novos reajustes nos valores dos combustíveis repassados aos distribuidores, o que impacta diretamente na população. O empresário disse ainda que o consumidor não tem abastecido mais como aconteceu nos últimos anos e que, com a inflação, as vendas continuam caindo. “Os postos também são vítimas dessa situação. A torcida é para que volte a cair o preço dólar e do petróleo, porque é só assim que pode refletir nas nossas bombas em Cascavel”, relatou Pellizzetti.

INFLAÇÃO EM 2021

Segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio da gasolina comum subiu 44,3%, e o do diesel, 44,6%, nos postos de combustíveis do país em 2021.  A gasolina começou o ano, em janeiro passado, com o valor médio de R$ 4,62 enquanto o diesel estava em R$ 3,69 o litro. Em dezembro, os combustíveis fecharam o ano com uma média de R$ 6,67 e R$ 5,34 respectivamente.

O valor médio do litro do etanol, por sua vez, registrou alta de 58% no ano passado, quando começou na faixa de R$ 3,18 e encerrou o ano a R$ 5,06 nas bombas.  O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) terminou 2021 com alta de 10,42%, valor quase três vezes acima da meta estabelecida pelo governo para o ano, de 3,75%.

Confira o valor médio

Em Cascavel, para o consumidor final, o preço na bomba vai ficar, em média R$ 0,10 mais caro. Nos últimos 15 dias, o preço médio da gasolina foi de R$ 6.780, sendo o menor valor praticado de R$ 6.390 e o maior R$ 7.205 nos postos da cidade. Assim, a partir de hoje, o valor médio vai girar em torno de 6.880.

Já o preço do diesel teve como menor valor de venda R$ 5.071 e o maior R$ 5.570, com média de R$ 5.255 nos últimos 15 dias. Agora, com o reajuste, o valor médio segue na casa dos R$ 5.355. Para o Etanol, os valores da quinzena geraram entre R$ 5.269 e R$ 5.754, com média de $ 5.480, valor que também deve ter acréscimo a partir desta quinta-feira (13).

Por isso, para o consumidor continuam valendo da pesquisa, pagamentos pelos aplicativos das bandeiras que oferecem pontos e desconto. Além disso, o consumidor deve procurar os estabelecimentos nos quais tem hábito de abastecer e verificar a qualidade do combustível ofertado.

 

Redação: Paulo Eduardo

FOTO: Marcelo Casal/ABR