RIO – O Conselho de Administração da Estácio aprovou a fusão do grupo com a Kroton, maior empresa do setor de educação privado no país, em reunião realizada na tarde desta sexta-feira, afirmou uma fonte próxima à gestão da companhia carioca. A oferta prevê, incluindo dividendos, o pagamento de 1,32 ação da Kroton para cada papel da Estácio. Juntas, as duas companhias subirão ao posto de maior do mundo no setor, totalizando 1,6 milhão de alunos, segundo levantamento da CM consultoria.

O board deve, agora, convocar uma assembleia geral a ser realizada dentro de 30 dias para que os acionistas possam apreciar a decisão. Até o início desta semana, segundo fontes ligadas a Estácio, os acionistas da companhia ainda não estariam satisfeitos com a oferta da Kroton. No último dia 5 de junho, Chaim Zaher, segundo maior acionista do grupo, com 14,13% de participação pelo Clube de Investimento TCA, de sua família, deixou a presidência da Estácio, cargo que assumiu interinamente em 16 junho, para voltar ao Conselho.

O TCA chegou a enviar uma carta à Estácio falando sobre seu interesse em formular uma proposta para adquirir o controle da companhia. Nos últimos dias, de acordo com fontes ligadas às negociações, o clube de investimento contratou Marcelo Trindade, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para estudar a possibilidade de estruturar a oferta.

A disputa pela Estácio esquentou no início de junho, quando a Kroton anunciou que faria uma proposta pela universidade carioca. A Ser Educacional, outra rede privada de educação, antecipou-se e apresentou oferta pela Estácio. O movimento fez com que a Kroton elevasse sua proposta, passo que a Ser acompanhou. Por fim, a oferta aceita pelo Conselho da Estácio, incluindo pagamento de dividendos, chega a 1,32 ação da Kroton para cada uma da Estácio.