Brasília – Em depoimento à CPI da Covid do Senado, ontem (21), o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, defendeu-se das acusações de prevaricação e omissão em relação ao governo federal no caso da negociação para a compra da vacina Covaxin entre o laboratório indiano Bharat Biotech e o Ministério da Saúde.

As acusações foram feitas pelo presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), na semana passada. “Fui acusado de maneira irresponsável de prevaricação”, afirmou. “Observando as falas na CPI, verifiquei que não foi apresentado qual ato de ofício previsto em lei este ministro de Estado deixou de praticar”, destacou Rosário. “Nem mesmo a existência de algum interesse ou sentimento pessoal que justificasse essa omissão”, acrescentou o ministro.

E, em momento de grande tensão na CPI, Rosário, que é capitão da reserva do Exército, afirmou que a senadora Simone Tebet (MDB-MS) estava “descontrolada”, dando início a um bate-boca. Ouviu em resposta, de diversos senadores, que era machista.

A sessão acabou encerrada pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). Ele deu indícios de que poderia agredir Rosário, sendo contido por assessores. A situação, no entanto, saiu do controle durante a série de perguntas de Tebet que sugeriu que Rosário era um “engavetador” e que “passava pano”.

Ao responder, Rosário afirmou que havia uma série de inverdades. “Bem, senadora, com todo o respeito à senhora, eu recomendo que a senhora lesse tudo de novo, porque a senhora falou uma série de inverdades aqui.” A fala deu início a uma confusão que se estou por longo até a sessão ser encerrada.