Com metade da frota nova, rastreadores serão instalados

Em função do uso intenso dos veículos, a gestão desistiu da terceirização total da frota, medida que chegou a ser anunciada

Reportagem: Josimar Bagatoli

Centro Optico Parana

A frota sucateada do Município de Cascavel era um problema comum entre as secretarias: motores com a vida útil esgotada, bancos de veículos quebrados e latarias aos pedaços. Diante da situação, a prefeitura investiu na aquisição de veículos. Dos 821 que compõem a frota (automóveis, caminhões, equipamentos e ônibus), 385 foram adquiridos na atual gestão. “Optamos em renovar a frota, pois havia muitos veículos velhos, alguns com mais de 20 anos de uso e a manutenção não compensava, pois ficavam mais tempo na oficina do que em uso. Além disso, o gasto com combustível era muito alto”, explica o secretário de Planejamento e Gestão, Edson Zorek.

Em função do uso intenso dos veículos, a gestão desistiu da terceirização total da frota, medida que chegou a ser anunciada. Apenas seis veículos estão nessa modalidade de locação e o custo/benefício ainda é considerado pouco atrativo ao setor público.

Há um registro de preços aberto para a aquisição de novas unidades conforme a necessidade.

Além dos carros de passeio, a prefeitura adquiriu novos maquinários para o conserto de estradas rurais e obras públicas, o que demandou boa parte dos investimentos. “Havia uma deficiência muito grande no maquinário. Caminhões e patrolas foram adquiridos e agora são usados em obras no interior, com convênios, como o da Itaipu”, diz Zorek.

Para que houvesse a troca, os veículos dispensados passaram por vistorias: aqueles em que o gasto com conserto seria 50% superior ao valor praticado no mercado (tabela Fipe) seria leiloado. Nessa lista há 25 unidades comercializadas por meio de processo já em andamento.

Com o desempenho do setor, o Município conseguiu reduzir o total de veículos parados por problema em manutenção e hoje há 30 unidades em oficinas.

Para que tenha total controle do uso da frota, a prefeitura pretende instalar equipamentos de rastreamento. A Fundetec (Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico) está prestes a iniciar o uso experimental do sistema que custará em torno de R$ 100 por veículo. Na iniciativa privada, o sistema custaria R$ 540 a instalação e R$ 120 mensais de manutenção, um total de R$ 1,8 milhão para a frota, conforme licitação que chegou a ser feita, mas não foi autorizada. “Percebemos que não compensaria, por isso desenvolvemos um sistema próprio que vai custar R$ 10 o chip e R$ 50 a instalação e vamos implantar o equipamento em 100 unidades de imediato e ampliando depois de maneira gradativa”, explica Zorek.

O acompanhamento será em tempo real: percurso, combustível, tempo de parada, quilômetros rodados. Os servidores terão crachás que permitirão as partidas e informarão de maneira automática os dados do condutor.

 

 


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