JULIANO GAZOLA

Coluna Juliano Gazola: Viver a mercê do medo, será um conflito vivido pela humanidade?

18 de julho de 2022 às 15:31
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Viver a mercê do medo, será um conflito vivido pela humanidade? Os impostores estão esperando a nossa atenção para agir, com a mais absoluta dedicação e persistência.

Para possuir o mundo, há uma lista de atributos que devemos desenvolver. Torna-se necessário pensar, sem se dedicar somente ao pensamento. Necessário também sonhar, sem fazer este sonho controlar toda a nossa vida.

Vencer e perder, estes são os impostores de plantão em nossa vida, literalmente esperando você os acionar. Devemos entender para tratar ambos de forma igualitária.

Sempre que ficamos pensando somente em nossos sonhos e nas ilusões que possuímos, acabamos perdendo a vontade de viver. Reconhecer os nossos impostores com frequência nos tornará mais livres e assim não o fazendo, escravos dos impostores seremos.

A coragem não tem uma substância. Em si ela não é nada. Devemos conhecer nossa hierarquia de bens, capacidade de olhar para a nossa vida, literalmente dando nome aos bois das nossas prioridades.

Onde exatamente mora a nossa coragem? Viver calculando tudo, nos torna medrosos. Se nossos pensamentos viram o nosso mestre, seremos seres humanos acanhados. Isto ocorre quando só pensamos em triunfos e desastres.

A coragem começa a aparecer quando de fato não nos concentramos apenas em nossos pensamentos, em nossos cálculos. A covardia é como se fosse uma filha caçula do egoísmo. Só o indivíduo egoísta se torna um grande covarde. Quem não é egoísta, quem olha para o outro, quem não esta apenas dentro do pensamento próprio é que consegue viver uma vida corajosa.

No poema de Rudyard Kipling ele cita: “Se você pode sonhar e não fazer dos sonhos seu mestre; Se você puder pensar ​​e não fazer dos pensamentos seu objetivo; Se você pode se encontrar com Triunfo e Desastre  E trate esses dois impostores da mesma forma;  Se você pode suportar ouvir a verdade que você falou  retorcido por patifes para fazer uma armadilha para os tolos, ou observe as coisas pelas quais você deu sua vida, quebrada,  E incline-se e construa-os com ferramentas desgastadas”. Somente assim será um indivíduo de verdade.

Mesmo com a nossa vida estraçalhada, com ferramentas quebradas, podemos recomeçar e nos dedicar há um bom recomeço. O impulso da coragem se faz presente a partir daí. É quando nos diminuímos é que a coragem aparece, quando não somos o centro de tudo, é que ela verdadeiramente se mostra. Quando temos medos de nos perder, não conseguiremos nos entregar. Quem se poupa demais, não vence na vida, esse é o grande paradoxo da vida.

Só encontramos a vida, quando o valor esta no outro, no mundo. Você não é o centro das atenções. Estamos neste mundo para levar amor e esperança ao indivíduo. E ela, a esperança só aparece em si, dentro do elemento da coragem. Sem ela, não há esperança.

Quando você esta cheio de medos, você mata a esperança dos outros. E muitas vezes, os outros são seus filhos, sua esposa, amigos ou até mesmo aquela conexão mais distante, que precisa de você, ainda que pontualmente. O covarde é mau, ele puxa tudo para si.

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