Operação Lira

Acossado pela ameaça de impeachment, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) intensifica as articulações para evitar reveses no Congresso, principalmente na Câmara, onde processos por crime de responsabilidade contra presidentes começam a tramitar. Bolsonaro tem recebido deputados do Centrão em seu gabinete diariamente. A agenda privilegia bancadas que, apesar de terem declarado apoio ao candidato do Planalto, Arthur Lira (PP-AL), ainda estão divididas. A ordem é afinar o discurso e ampliar os votos para evitar que o grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ) vença a disputa.

 

Alerta

No Planalto, a avaliação é de que, por ora, não há ameaça de impeachment, mas Bolsonaro e a cúpula do governo estão em alerta para eventuais desdobramentos após a definição, em fevereiro, dos novos comandos da Câmara e do Senado.

 

Recorde

Bolsonaro é o presidente recordista em pedidos de impeachment. Já são 60 protocolados e, nesta semana, será alvo de mais um – por suposta responsabilidade no colapso da saúde em Manaus.

 

Carta

Candidato de Rodrigo Maia, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP) angariou o apoio da oposição após concordar com a carta de compromisso que prevê, no item 3.6: “Dar resposta a crimes do Executivo, incluindo analisar denúncias de crimes do presidente da República”.

 

Cadastro

Previsto no Plano Nacional de Imunização entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal), o cadastro do Ministério da Saúde para identificar cidadãos que já se vacinaram contra o novo coronavírus ainda não foi implementado.

 

Vacina Já

O cadastro do governo de São Paulo, Vacina Já, foi disponibilizado logo pós a aprovação do uso emergencial da CoronaVac pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nos municípios, como em Uberlândia (MG), o cadastro, pelo site da prefeitura, também começou no domingo.

 

Bancada de risco

Dos 513 atuais deputados da Câmara, cerca de 140 têm mais de 60 anos e são propensos a ter mais complicações entre os infectados pelo novo coronavírus. Em meio à escalada da pandemia, a bancada de risco terá que estar presente à votação que vai eleger o novo presidente da Casa, em 1º de fevereiro.

 

Aglomeração

Pela controversa decisão da Mesa Diretora da Câmara, a votação se dará por meio de urnas que serão instaladas no Salão Verde e salas de comissões – locais abafados e com pouca ventilação.

 

Traições

Em ampla desvantagem frente ao bloco de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a senadora Simone Tebet (MDB-MS) tenta engrenar sua candidatura e busca individualmente senadores de partidos que já declararam apoio ao democrata. A votação, no dia 1º de fevereiro, é secreta – o que abre possibilidade de traições e dissidências à orientação das cúpulas dos partidos.

 

Clima

Com o apoio de nove bancadas, além de senadores avulsos de partidos que estão com Tebet – como Podemos e PSDB -, Pacheco já soma 44 votos, três a mais que o necessário para levar a presidência do Senado. O clima, discreto no bloco, é de “já ganhou”.

 

Ford
O fechamento das três unidades da Ford – Bahia, Ceará e São Paulo – resultará em uma perda potencial de 118.864 postos de trabalho diretos e indiretos. Já a queda de arrecadação de tributos e contribuições ficará na ordem de R$ 3 bilhões ao ano, segundo estimativas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

 

Abrace a Vacina

Organizações da sociedade civil, como a CNBB, e especialistas em saúde pública do Brasil lançaram a campanha “Abrace a Vacina”. Para dom Walmor Oliveira, presidente da CNBB, a cura da pandemia “exige compromisso com a verdade e a verdade que precisa ser afirmada agora é que a vacina é a arma mais eficaz no combate à covid”.