Conselheiro investigado por tráfico e lenocínio

Uma sindicância instaurada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) para investigar o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) Fábio de Souza Camargo foi encaminhada à 10ª Vara Criminal de Curitiba, por decisão do ministro relator Og Fernandes. A informação é do G1 Paraná. Conselheiro nega envolvimento com o caso, que, segundo ele, havia sido arquivado em 2007. Conforme relatório da PF enviado ao STJ, o conselheiro é suspeito de gerenciar e tirar “proveito de uma rede de prostituição na capital paranaense ou de exigir vantagem indevida de proprietários ligados a tais estabelecimentos”, entre 2001 e 2003. Além disso, Camargo é suspeito de se associar “a pessoas não identificadas para consentir ou expor a venda de drogas em tais locais”. A sindicância, encaminhada à 1ª instância em 1º de agosto, foi instaurada no STJ a pedido do MPF (Ministério Público Federal).

Moro manda prender

O juiz Sérgio Moro mandou prender a cúpula da empreiteira Mendes Júnior nessa segunda-feira (13) para cumprir pena em segunda instância. A ordem do magistrado alcança os executivos Sergio Cunha Mendes, Rogério Cunha Pereira, condenados por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e Alberto Elísio Vilaça Gomes, por corrupção ativa e associação criminosa.

24 horas

Na decisão, Moro autorizou, “para facilitar o cumprimento, que a autoridade policial conceda aos presos o prazo de 24 horas para se apresentarem voluntariamente, desde que apresentado compromisso expresso e por escrito subscrito pelo condenado e também pelo defensor”. “A decisão de conceder ou não o prazo fica submetida à discricionariedade da autoridade policial”, observou.

Propina

Nesse processo, o Ministério Público Federal apontou que R$ 31.472.238 foram pagos em propina pela empreiteira Mendes Júnior Trading Engenharia em contratos da Petrobras para a Diretoria de Abastecimento da estatal. Segundo a Lava Jato, os valores foram objeto de ocultação e dissimulação através do escritório de lavagem de dinheiro do doleiro Alberto Youssef.

Piaraquara

Sérgio Cunha pegou 27 anos e dois meses de reclusão. Rogério Cunha, 18 anos e 9 meses. E Alberto Elísio Vilaça, onze anos e seis meses. “Consigne-se nos mandados autorização para transferência dos presos para o Complexo Médico Penal em Piraquara, ala reservada aos presos da Operação Lava Jato.”

Firme e forte

A governadora Cida Borghetti tem feito prosperar em discursos e peças publicitárias divulgadas nas redes sociais de que se trata de uma pessoa “firme e forte”. A tentativa é de desmitificar dois defeitos que opositores e até mesmo amigos atribuem a ela: um de que ela seria por demais delicada e, portanto, não seria firme; e, segundo, de que ela é fraca, tem pouca autoridade em relação a quem realmente manda no Paraná, seu “forte” marido deputado Ricardo Barros.

A hora é agora

Na tarde de 13 de agosto – data que os supersticiosos dizem ser “dia do azar” -, a governadora sofreu fragorosa derrota em cinco votações sucessivas na Assembleia. Por maioria, os deputados derrubaram os vetos que ela apusera aos projetos de lei que o Legislativo aprovou no mês passado e que concedem reposição salarial para os servidores de todos os Poderes, com exceção dos do Executivo. Os vetos, segundo ela, eram justificáveis pelo fato de aumentarem as despesas com a folha de pagamentos e sujeitarem o estado ao risco de descumprir os limites de gasto impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Se ela sancionar as leis, fica valendo a fama de que não é firme nem forte. Se mandar de volta para a Assembleia, mostrará o que diz nos discursos: é “firme e forte”.