Rio de Janeiro – Os ventos que sopraram ontem na Dinamarca impulsionaram o Brasil na direção dos Jogos Olímpico Tóquio 2020. Na disputa do Mundial de Aarhus, o esporte brasileiro garantiu vaga olímpica nas classes Laser, graças ao 19º lugar de João Pedro Souto de Oliveira (131 pontos perdidos); e 49er FX, com Martine Grael e Kahena Kunze, que avançaram na sexta posição (97 pontos perdidos) para a disputa da regata da medalha, neste sábado.

“Durante a semana inteira as regatas foram bem difíceis. Estamos felizes por ter cumprido nosso objetivo, que era classificar o País, e depois ainda ter chance de melhorar mais um pouquinho na medal race”, afirmou Martine Grael.

Na briga por um pódio, as campeãs olímpicas dependem de uma combinação de resultados, já que estão 12 pontos atrás das holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz, que ocupam a terceira posição.

“Tem que ir para ganhar [a regata de medalha] e cruzar os dedos para que as outras duplas cometam erros e deem oportunidade para a gente fazer um pódio”, completou Kahena.

Temporada boa

Na Laser, João Pedro Souto de Oliveira foi o principal destaque brasileiro. Com um ótimo desempenho e um sexto lugar na última regata da fase de classificação, ele pulou da 29ª para a 19ª colocação no geral. Assim, garantiu o Brasil como 11º país mais bem posicionado, assegurando uma das 14 vagas que estavam em jogo na classe, em Aarhus. “A temporada deu uma alavancada para mim quando ganhei o ouro nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba [no fim de maio]. Aqui, foi até um pouco melhor do que eu esperava. Meu primeiro objetivo era me manter na flotilha ouro e daí tentar uma coisa melhor. Acabou que fiquei em 19º, garantindo a vaga para o Brasil no primeiro evento classificatório”, disse João Pedro.