No dia considerado o mais difícil da 43ª edição do Rali Dakar, a dupla brasileira Reinaldo Varela/Maykel Justo terminou na quinta posição na categoria UTV, o que a fez subir do sexto para o quinto lugar na classificação geral da prova.

A vitória coube aos chilenos Francisco Lopez Contardo/Juan Pablo Vinagre, que, após o nono dia de corrida, voltaram a ocupar a liderança. Em segundo chegou o príncipe Khalifa Al Attiyah, do Qatar, que tem como navegador o italiano Paolo Ceci.

“A trilha tinha as maiores pedras que vimos até agora. Eram um problema realmente grande. Houve momentos que, para passar, a gente não sabia o que fazer”, definiu Reinaldo Varela, que compete ao lado do navegador Maykel Justo. “Certamente, o índice de quebras nessa terça-feira foi muito alto. E muita gente também teve muitos pneus furados. As bordas dessas pedras funcionam como lâminas, com os pneus girando em alta velocidade em cima delas. Dependendo de como você passa, não tem escapatória”, detalhou o piloto da equipe Monster Energy Can-Am.

Em um percurso do tipo “laço”, o trajeto de ontem começou e terminou em Neon, em um roteiro que contou 574 km no total.

 

Do futuro ao passado

A etapa desta quarta-feira ligará dois locais icônicos para a Arábia Saudita, país que seria o Dakar. Saindo de Neon, que os sauditas planejaram para ser “a cidade do futuro”, a caravana chegará no fim da tarde em Al-Ula, região histórica com monumentos de mais de 2 mil anos, catalogados como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Valendo pela décima etapa, o trajeto contará com um total de 583km, sendo 342 de especiais – trechos cronometrados onde acontece a corrida propriamente dita. “É uma área montanhosa, onde vamos cruzar grandes regiões com piso de areia e alguns trechos rochosos. Um dos principais desafios, no meu caso, como navegador, será decifrar os caminhos nos muitos vales que vamos atravessar. A navegação tem sido especialmente manhosa nesta edição do Dakar”, observa Maykel Justo.