Curitiba – O governo do Paraná reforça a atenção para manter o equilíbrio das contas públicas em função do crescimento real da folha de pagamento dos servidores inativos (7% ao ano) e ativos (5% a.a.) em relação ao desempenho da receita líquida do Estado (4,4% a.a.). O alerta foi feito pelo secretário da Administração e da Previdência, Reinhold Stephanes, nessa terça-feira (27), durante reunião do secretariado coordenada pelo vice-governador Darci Piana.

A folha mensal do Poder Executivo é de R$ 1,2 bilhão por mês para ativos e de R$ 700 milhões para inativos. Atualmente, o Estado tem 153 mil servidores ativos, 81 inativos e 19 mil pensionistas, mas, de acordo com Stephanes, a estimativa é de que até 2021 o número de servidores inativos, civis e militares ultrapassará o número de ativos no Estado. Ele ressaltou que o gasto com aposentados e pensionistas já saltou de R$ 6,6 bilhões, em 2014, para R$ 9,4 bilhões em 2018.

Previdência

Stephanes acredita que, além da política rigorosa de austeridade e de redução do custeio da máquina pública, a melhor forma de estancar as despesas correntes é incluir estados e municípios na Reforma da Previdência, em trâmite no Congresso.

O secretário explicou que o crescimento da despesa com pessoal independe do volume do aumento do quadro funcional. “É um crescimento vegetativo, que acontece em qualquer hipótese”, afirmou o secretário, destacando que, quando uma pessoa se aposenta, outra tem de entrar no lugar. “Aí são dois pagamentos”, afirmou o secretário.

Ações

Para reduzir despesas de custeio, o governo estadual está adotando várias medidas, informa Stephanes: “Buscamos economia em todas áreas, renegociando contratos e racionalizando custos. Uma oportunidade de gastar melhor o dinheiro público”.

Entre as medidas que estão sendo tomadas, o secretário destaca o Taxigov, que será adotado por todo o Executivo, em novembro. De acordo com ele, o custo do quilômetro rodado vai ser reduzido pela metade, de R$ 6,60 para R$ 3,30. Com a medida, a frota de carros que atende diversas estruturas do Estado cairá também em 50%, com o recolhimento de mil carros.

O governo trabalha ainda para dar nova destinação a imóveis públicos que estão sem uso e que podem ser alienadas. Áreas em Piraquara, Paranaguá e Curitiba estão sendo avaliadas.

Reforma

O governo aposta na segunda etapa da reforma administrativa, que tem como foco a fusão e reestruturação de autarquias, em tramitação na Assembleia Legislativa. A redução do Sistema Estadual de Agricultura deverá gerar uma economia de R$ 16 milhões anuais com a redução de cargos e de estrutura.

A primeira fase da reforma administrativa, que reduziu o número de secretarias de 28 para 15 e eliminou 339 cargos, foi votada e aprovada pelos deputados em abril. A economia com a redução e modernização da administração direta foi calculada em R$ 10,6 milhões anuais.

A terceira e última etapa da reforma administrativa vai tratar da economia com estruturas e despesas decorrentes e de contratos. Somadas, as três etapas poderão poupar até R$ 160 milhões em quatro anos aos cofres públicos.