COTIDIANO

Vereador denuncia suposto desvio de finalidade de UPS

22 de março de 2018 às 10:26
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Cascavel – Houve 54 homicídios entre 2014 e 2018 na região do Bairro Santa Cruz, em Cascavel. Enquanto isso, nos arredores do Bairro Tropical, apenas três. Na região do Bairro Santa Cruz, a violência é 17 vezes maior do que no Bairro Tropical, esta com a menor taxa de registros de crimes de Cascavel.

Esses e outros dados foram anexados em uma denúncia protocolada ontem no Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) de Cascavel, que contém ainda imagens dos bairros e nomes de políticos que estariam envolvidos em um suposto desvio de finalidade em torno da instalação de uma UPS (Unidade Paraná Seguro) que era reivindicada para a região oeste da cidade e depois foi “desviada” para o Bairro Tropical, e que, no fim, foi descartada pelo próprio governo do Estado. Contudo, nesse oba-oba, a comunidade tirou dinheiro do próprio bolso para financiar uma estrutura que apenas serviu com fins eleitoreiros.

A denúncia foi formalizada pelo vereador Fernando Hallberg. Segundo ele, até mesmo a proposta do secretário de Segurança Pública, Júlio Reis, de transformar a casa cedida pela comunidade para abrigar a suposta UPS em uma unidade descentralizada da Polícia Militar faz sentido, e apenas atende a interesses políticos.

“Tivemos acesso a um documento que diz que teria sido feita uma parceria público-privada com os moradores para que eles depositassem dinheiro em uma conta na associação de moradores. Mas onde estão os documentos, como foi firmada essa parceria? Pede-se dinheiro da população para a UPS que não vai sair?”, indaga o vereador.

Questão política

A desconfiança do vereador é de que tudo não passou de um marketing eleitoral. Por conta disso, ele cita dois políticos na denúncia. Porém, os nomes foram preservados pelo vereador, pois, segundo ele, como é um ano político e acredita que ambos sejam candidatos à reeleição, seria prematuro divulgar a identidade. Além disso, ambos teriam prerrogativa de foro devido ao cargo eletivo que ocupam. “Vamos deixar que o Gaeco, se achar por bem, que denuncie os responsáveis”, afirma.

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