Foz do Iguaçu – O número de veículos que passaram pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu de janeiro a outubro deste ano caiu 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2018, foram liberados 123.660 veículos, enquanto em 2017 foram 131.752.

Contudo, o faturamento cresceu 7%. Nos dez primeiros meses de 2017 a movimentação foi de US$ 5,47 bilhões, enquanto neste ano o valor soma US$ 5,85 bilhões. “Diversos fatores influenciaram na diminuição das cargas. A crise econômica, a greve dos caminhoneiros em maio trouxe muito prejuízo nesse sentido e também o momento político tenso que vivemos”, explica o chefe do Porto Seco de Foz do Iguaçu, Gilson Mocelim, que acrescenta: “Já os valores aumentaram por conta da variação do dólar, que teve diversos aumentos ao longo do ano. O que reflete principalmente nas exportações, que geralmente são produtos agrícolas. Por isso, a alta no câmbio favorece o que vai para fora do País, fazendo com que os valores movimentados no porto sejam maiores mesmo com menor movimento”.

Ampliação

A perspectiva agora é de melhora no movimento e também de maior capacidade de liberação de cargas no porto. A ampliação do pátio da estação com o acréscimo de uma área de aproximadamente 13 mil metros quadrados vai aumentar o número de vagas de 710 para 810 e trará mais agilidade e reduzir as filas.

A área agregada era utilizada como parte do pátio de custódia de veículos apreendidos da Receita Federal. “Nosso objetivo é zerar as filas e eliminar o chamado custo Brasil, como o que se perde com a demora na liberação da carga. Hoje tem caminhões que ficam até dois dias na fila. A agilidade vai se dar por conta da ampliação de gestão, já que o número de auditores não deve aumentar. Com os caminhões no pátio, a mesma equipe pode fazer a liberação de cargas de forma simultânea e agilizar todo o processo, ampliando nossa capacidade em pelo menos 100 cargas por dia”, explica Gilson.

A agilidade deve beneficiar especialmente a exportação brasileira: “A gestão funciona da seguinte forma: quando há muita entrada de cargas argentinas e paraguaias, às vezes as cargas brasileiras ficam acumuladas. Com essa maior capacidade de gestão, isso vai deixar de acontecer, então a exportação de produtos nacionais será beneficiada”, acrescenta o chefe do Porto Seco de Foz.

Além disso, a ampliação vem ao encontro da medida da Prefeitura de Foz do Iguaçu de restringir a circulação de caminhões em horários de pico nas principais avenidas da cidade após o acidente registrado no dia 12 de novembro em que uma carreta desgovernada atropelou três carros e uma pessoa morreu nas explosões. “O projeto é anterior ao acontecido e também à medida, mas, com a maior agilidade na liberação das cargas e mais espaço para que os caminhões fiquem no pátio, consequentemente se evita que eles fiquem circulando pela cidade”, enfatiza Gilson.