A última edição do Boletim Observatório Covid-19/Fiocruz confirma a tendência de melhora nas taxas de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTIs) no País. O avanço da vacinação, sobretudo nos grupos mais vulneráveis, explicaria o quadro.

O estudo da Fiocruz indicou uma ligeira queda no número de casos (0,2%) e mortes (2,5%) por dia, ainda que a transmissão continue em patamares muito altos – superiores aos registrados no mesmo período do ano passado.

Apenas três estados apresentam taxas de ocupação de UTI iguais ou superiores a 90%: Tocantins, Paraná e Santa Catarina.

Desde abril, a curva de óbitos mostra uma trajetória levemente descendente, diferentemente do padrão observado nos índices de transmissão do vírus, que estão em alta desde fevereiro – o que faz com que a pandemia ainda seja considerada fora de controle.

De acordo com o boletim, a redução do número de mortes e de casos mais graves (internados em UTIs) está relacionada à vacinação, mais avançada, sobretudo, nas parcelas mais vulneráveis da população. “A dissonância observada entre o aumento nos registros de novos casos e a diminuição da mortalidade é explicada pelo avanço da vacinação no País. Hoje, a cobertura vacinal dentro dos grupos de risco, ou dos grupos prioritários, é mais ampla em relação ao restante da população.”