Univel promove a 2ª Semana Acadêmica das Engenharias

Acadêmicos participaram de diferentes atividades direcionadas ao desenvolvimento técnico e profissional

Nos dias 15, 16 e 17 de maio aconteceu no Centro Universitário de Cascavel – Univel a 2ª Semana Acadêmica das Engenharias – SEAENGE. O evento contou com diversas atividades voltadas ao crescimento dos acadêmicos, tanto no aspecto técnico como profissional, por meio de atividades como palestras, oficinas, visitas técnicas e workshops.

Na abertura oficial, o reitor da Univel, Renato Silva, falou da importância dos alunos para uma sociedade melhor. “Pensem diferente, tenham mentes boas e iluminadas, pois queremos espalhar o bem. Hoje a sociedade está invertida, está rica em necessidade e pobre em energia. Queremos que vocês invertam este processo”, reforçou o reitor.

Com o tema “Atitudes de sucesso: qual sua proposta de valor?”, o administrador Jean Matos falou sobre como é importante uma visão ampla do mundo, além da técnica ministrada em sala de aula. “Um dos maiores desafios do acadêmico hoje é se adaptar às mudanças no mundo tecnológico cada vez mais volátil e rápido, ele precisa perceber o que está acontecendo para se antecipar a estas mudanças. Esta percepção passa por coisas muito simples, como ampliar a nossa visão estratégica, leitura, conexão com pessoas, viagens e intercâmbios, são passos para me conectar ao mundo”, explica.

Proporcionar o máximo de experiências práticas para os acadêmicos, tornando-os ativos no processo de aprendizagem foi o objetivo das atividades da 2ª Semana das Engenharias. “É muito importante na aprendizagem o aluno não ficar só ouvindo o que os outros tenham a dizer, mas participar, interagir e tirar dúvidas. Ficamos satisfeitos com os resultados, ainda tem muito para explorar nas engenharias, queremos trazer outras atividades ainda, este foi só o começo”, explica o coordenador de Engenharia Civil, Pablo Lazarini.

Gestão e crescimento profissional para engenheiros

Um dos grandes diferenciais da 2ª SEAENGE foram as palestras com foco no crescimento profissional. Abrindo o primeiro dia de evento, o engenheiro civil Carlos Balestra abordou a pesquisa científica na engenharia, falando sobre a trajetória da tecnologia no Brasil e no mundo, e como a ciência rompe paradigmas diante de tantas mudanças. “Buscamos trazer palestras que complementam o currículo do acadêmico, mesmo que não ligados diretamente à grade curricular, mas que vão usar no mercado cotidiano do trabalho, e assim complementar o currículo e a graduação de forma prática ou por meio da visão do profissional”, explica o coordenador de Engenharia Mecânica, Germano Assunção.

O engenheiro mecânico Gustavo Mortari trouxe como tema a palestra “O que eu gostaria de ter ouvido no início da minha carreira como engenheiro”, abordando a importância de desenvolver a liderança e gestão para a vida além da graduação. Um dos conceitos abordados foi o “Tripé do Sucesso”, composto pelo conhecimento técnico, aquele que se desenvolve na faculdade, o método, que envolve a maneira de resolver problemas e, por fim, a liderança, que está totalmente ligada à gestão de pessoas. “O primeiro passo é o acadêmico entender o que o mercado de trabalho espera dele, e criar um método para desenvolver estas características e habilidades. Este método pode ser desde uma rotina de leitura, participação em workshop, curso fora da realidade de graduação e ter disciplina para exercer”, conta.

Com a palestra “O Engenheiro de Produção na Agroindústria: Atuação e Desafios”, Rodrigo Bedendo, engenheiro de produção, explicou sobre como a atuação no mercado de trabalho vai além de executar todo conhecimento técnico com excelência. “Muitas vezes as pessoas têm uma decepção ao chegar ao mercado de trabalho porque, por ter o conhecimento técnico, acreditam que sabem de tudo. Esse choque de realidade por não conhecer os processos e atividades rotineiras, acabam frustrando ou demandando um grande esforço por parte do profissional”, explica.

Para falar da Logística na Engenharia de Produção, o engenheiro Bruno Lorenzi contou sobre sua trajetória e a importância de participar do máximo de atividades durante a graduação, e como isto impacta no desenvolvimento profissional e os desafios enfrentados durante às atividades do engenheiro de produção. Direcionado aos acadêmicos de Engenharia Mecânica, o engenheiro Renato Pompeu abordou a performance e tipos de motores, as especificidades e como aproveitar o melhor de cada possibilidade na mecânica.

Na Engenharia, assim como em diferentes áreas, um erro pode causar a perda de uma vida, e aprender com eles foi o tema da oficina ministrada pelo engenheiro civil Vinicius Lorenzi. “Muitos erros que acontecem em obras podem gerar diversos tipos de impactos, desde aumento de orçamento até uma fatalidade. Então, quando o acadêmico entende que ele não pode errar, tende a ter uma visão diferente sobre o que ele está projetando e executando, entende que realmente precisa saber fazer”, explica Vinicius.

“Eu pensava que ser engenheiro mecânico estava bom, mas agora eu vejo a carreira e meu desenvolvimento na liderança. Com essa palestra aprendi sobre desenvolvimento pessoal e as aptidões que preciso desenvolver para alcançar o sucesso”, explica o acadêmico Gabriel Luiz Holzschuh Oberger.

Mãos à obra, no motor e na produção! 

Além das palestras, durante a 2ª SEAENGE os alunos puderam participar de oficinas direcionadas às suas áreas de atuações com profissionais de excelência no mercado. No primeiro dia de evento os acadêmicos participaram de uma Oficina de Combate a Incêndio ministrada pelos profissionais do Corpo de Bombeiros de Cascavel. Na atividade os alunos conheceram mais sobre os procedimentos realizados em emergências, aprendendo o uso correto dos materiais para cada causador de incêndio, manejo de aparelhos como hidrantes e extintores e outras atividades.

O professor de Engenharia Civil, Christian Oliveira, aplicou uma Oficina de Argamassas aos acadêmicos, com a produção de revestimentos cimentícios para ambientes externos. Na oficina foram trabalhadas composições de argamassas com um tempo menor de cura, com estruturas prontas em até 15 minutos, ações que geram a curiosidade do acadêmico para um nicho que está em expansão. “Faz com que os acadêmicos abram os olhos para outras possibilidades, de que a engenharia não é algo travado. Assim ele desenvolve o interesse para um mercado diferente, com outras possibilidades de trabalho”, explica Christian.

Os acadêmicos de Engenharia Civil puderam participar de uma oficina de Introdução ao Revit, que é um programa que tem ganhado cada vez mais espaço no mercado, tornando-se uma ferramenta essencial para o profissional da área. Dentro do gerenciamento de empresas, o engenheiro Vinícius Tessele aplicou uma oficina prática do Excel em que os acadêmicos puderam aprender mais sobre como este programa, que é utilizado para inúmeras funcionalidades, pode ser aplicado à gestão. “Além de uma forte formação técnica, é importante que o acadêmico desenvolva outras atividades que são requeridas na atuação no mercado de trabalho. É necessário proporcionar o conhecimento em novas tecnologias, ferramentas, equipamentos, as novidades do mercado”, reforça a coordenadora do curso de Engenharia de Produção, Fernanda Butarelli.

O engenheiro civil Enio Sella aplicou um Workshop sobre estruturas metálicas. “Os alunos tiveram uma noção básica de interpretação de projetos de estruturas metálicas, que é um desenho diferente do concreto e de outros elementos usados em uma construção por exemplo. Todo esse conhecimento o acadêmico vai usar na sua vida profissional tanto projetando, executando ou sendo cliente”, explica Enio.

O coordenador de Arquitetura e Urbanismo, Edi Waldrich, e a professora Camila Nakano trouxeram um desafio especial aos acadêmicos na oficina de Introdução à Modelagem Física. Os alunos tiveram montaram estruturas com apenas palitos de bambu e cola.

Visitas técnicas

Além de aprender a praticar, exercer a liderança, gestão e aspectos técnicos das profissões, os acadêmicos puderam também visualizar como funcionam diferentes estruturas empresariais por meio de visitas técnicas.

A primeira visita foi na Cotriguaçu, a Cooperativa Central que atua em diferentes frentes no mercado brasileiro, prestando serviços de armazenagem em container e câmara frigorificada e expedição de matéria-prima tanto ferroviária pela Ferroeste, quanto rodoviária, pelas estradas. “Durante a visita eles puderam conhecer várias atividades desempenhadas pela empresa, como a expedição, armazenagem de produtos, visitamos os túneis de resfriamento em uma amplitude térmica de 50 graus. Uma atividade multidisciplinar muito relevante para as engenharias”, explica Pablo.

A visita na Pedreira Trevo foi acompanhada pelo diretor da empresa, Rudimar Tondo, que mostrou aos alunos todo o processo de produção dos diferentes padrões de pedra, cimento e areia, processo que agrega de diferentes formas para os cursos. “Os alunos de mecânica puderam conhecer todos os componentes mecânicos, como funcionam os motores, potência e dimensionamento, enquanto engenharia de produção conheceu toda a cadeia produtiva da empresa, da extração à finalização, e civil viu de perto como funciona a produção das matérias primas que eles usam no trabalho diariamente”, explica Germano.



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