Tóquio 2020: COI revela considerar cenários diferentes para Jogos Olímpicos

Três dias depois, em entrevista ao jornal “The New York Times”, o presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, disse o Comitê “considera cenários diferentes” diante da crise.

Zurique – Convivendo diariamente com a pressão pública e dos atletas para o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 diante da pandemia mundial de coronavírus, o COI (Comitê Olímpico Internacional) tem se manifestado com mais frequência conforme se aproxima o início da competição. Na última terça-feira (17) garantiu que a data de início está mantida: dia 24 de julho. Três dias depois, em entrevista ao jornal “The New York Times”, o presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, disse o Comitê “considera cenários diferentes” diante da crise.

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“Somos afetados por esta crise como todo mundo e estamos preocupados como todo mundo. Não estamos vivendo em uma bolha ou em outro planeta. Estamos no meio de nossas sociedades. Não sabemos qual será a situação. É claro que estamos considerando cenários diferentes, mas somos diferentes de muitas outras organizações esportivas ou ligas profissionais (que adiaram grandes eventos), pois estamos a quatro meses e meio de distância dos Jogos. Eles são ainda mais otimistas do que nós, porque a maioria deles adiou seus eventos para abril ou final de maio. Estamos falando do fim de julho”, disse Bach.

O COI tem sofrido pressão para adiar os Jogos porque atletas de muitos países estão em isolamento ou em quarentena e não conseguem treinar adequadamente para a Olimpíada. Muitos desses atletas ainda buscam classificação, e muitos pré-olímpicos foram cancelados ou adiados – 42 das 50 modalidades olímpicas foram impactadas.

Tomas Bach disse ainda que tomará suas decisões de acordo com as evidências científicas da força-tarefa criada em fevereiro. Ela é composta por membros do COI, do Comitê Organizador de Tóquio 2020, do Governo do Japão e da Organização Mundial de Saúde.

“Temos nossas políticas de gerenciamento de riscos em vigor e nosso seguro, o que nos permitirá continuar nossas operações e organizar futuros Jogos Olímpicos. O COI não tem problema de fluxo de caixa. Para nós, não seria responsável agora e seria prematuro iniciar especulações ou tomar uma decisão em um momento em que não tenhamos nenhuma recomendação da força-tarefa. Não vou especular, mas devemos isso a todos os atletas e a toda a metade do mundo que assiste às Olimpíadas dizendo que não estamos colocando o cancelamento dos Jogos na agenda”. (Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional)

Conversa com atletas

O presidente do Comitê Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach, também afirmou que teve uma conversa, por videoconferência, “muito produtiva” com 220 atletas de todo o mundo sobre a preparação para Tóquio de 2020 em um momento em que crescem as preocupações sobre o avanço do coronavírus.

“Tivemos uma conversa muito boa com 220 atletas representantes de todo o mundo. Foi muito construtivo e nos deu muitas informações, porque continuaremos a ser muito realistas em nossa análise. Por isso fomos confrontados com muitas perguntas sobre o sistema de qualificação e as restrições em vigor agora”, disse o dirigente.

Além disso, Bach afirmou: “Continuaremos agindo de forma responsável no interesse dos atletas, mas sempre respeitando nossos dois princípios. A primeira prioridade é proteger a saúde dos atletas e contribuir para a contenção do vírus e, em segundo lugar, proteger os interesses dos atletas”.

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