Toledo dá início nesta quarta-feira (9) à terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza. A partir de agora, mais oito grupos prioritários – integrantes das forças de segurança e salvamento; pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes em medidas socioeducativas – podem receber a dose do imunizante que os protege dos tipos de gripe mais graves e comuns no Brasil: “A” (H1N1 e H3N2), “B” e sazonais.

Quem faz parte deste público deve procurar, durante o horário de funcionamento, a unidade de saúde mais próxima – exceto as do Bressan/Cezar Park, Alto Panorama, Concórdia e Panorama, que estão temporariamente desativadas, ou a do Cosmos, que atende exclusivamente pacientes com sintomas de Covid-19 – com documentos pessoais, carteirinha de vacinação e documento que comprove sua condição profissional ou de saúde. “É importante destacar que as pessoas que tenham recebido a primeira ou segunda dose do imunizante contra a Covid-19 devem esperar ao menos 14 dias para serem vacinados contra a Influenza”, alerta a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Cleunice Sarturi.

Adesão

Os públicos da primeira e segunda fases da campanha que ainda não se vacinaram ainda têm direito a receber sua dose. Até a manhã desta terça-feira (8), 23.015 unidades foram aplicadas em Toledo, o que representa 75% das crianças com idade entre 6 meses e 5 anos, 11 meses e 29 dias, 67% dos trabalhadores da saúde, 65,9% das gestantes, 57,6% das mães de recém-nascidos (puérperas) com até 45 dias de vida, 61,5% dos professores e 52,8% da meta prevista para os idosos com mais de 60 anos.

Cleunice explica que uma cobertura de 90% a 95% é considerada ideal e pondera que muitos fatores explicam essa baixa cobertura da vacina contra a gripe entre as crianças. “Existem muitas fake news que circulam por aí, sobretudo em redes sociais, trazendo inverdades sobre uma substância segura e eficaz, aplicada no Brasil há 23 anos com resultados importantes, reduzindo significativamente o número de internações hospitalares por problemas respiratórios. Infelizmente, muitos pais, por exemplo, veem essa propaganda enganosa e preferem acreditar no erro e colocam em risca a vida de seus filhos”, adverte.