SAÚDE

Tecnologia no Huop: laser permite recuperação acelerada de fissuras mamárias

26 de maio de 2022 às 12:15
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As mamães internadas na maternidade do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), agora contam com um laser de fotobiomodulação para a melhor recuperação de fissuras das mamas. É bastante comum as mães em fase de amamentação terem fissuras e dores na região das mamas, por isso o laser foi adquirido no hospital. O equipamento minimiza o tempo de recuperação, aliviando a dor e possibilitando que a mãe consiga amamentar com mais conforto.

É a tecnologia colaborando mais uma vez com o melhor atendimento aos pacientes no Huop. “Através da energia do laser, que é o vermelho e o infravermelho, ele vai fazer com que essa célula receba mais energia, produzindo mais energia ela cicatriza mais rápido”, explica Jociane Fátima Castro, enfermeira especialista em amamentação. Além disso, o laser funciona diferente em cada caso, por isso a avaliação é necessária. “Tem que avaliar cada mama de cada mulher para a gente dosar a quantidade certa do laser para cada mama especificamente. Aquela mãe que tem muita dor, a gente utiliza um tipo de raio, de luz; aquela mãe que precisa cicatrizar um pouco mais rápido, outro tipo de raio. E avaliando sempre se há a necessidade somente da cicatrização ou da inibição de dor também e a gente pode agregar dois raios juntos”, diz Jociane.

Após a primeira dosagem, é preciso esperar 24 horas para a segunda, com isso é feita uma reavaliação para analisar os resultados. “Avaliamos se a dosagem foi correta, se surgiu efeito, se precisa de mais energia ou de redução de energia. E assim a gente faz um plano ideal”, explica a enfermeira. O trabalho é conjunto, além do laser, a equipe continua fazendo as orientações necessárias para que os resultados continuem melhores. “Quando já percebemos uma lesão, não adianta o laser sozinho, a gente tem que acertar a pega também, tem que ensinar todo o manejo do aleitamento materno e o laser vai ser um coadjuvante nesse tratamento”, comenta Jociane.

O laser é aplicado na maternidade do Huop, mas as mães que saírem podem retornar para continuar com o tratamento quando necessário no Banco de Leite. “Existem mães que no segundo dia já não precisam mais, porque a gente acerta a pega, faz o laser e ele acelera, diminui a dor da mãe, não machuca mais e ela consegue amamentar”, conta Jociane. É um trabalho que está no início, mas já é possível enxergar os benefícios na prática. “É uma tecnologia que veio para contribuir com a amamentação, o que é bem interessante. Todo dia a gente vem aprendendo um pouco mais, porque a gente deve estudar e cada caso é um caso diferente, porque cada mãe é única”, finaliza.

Assessoria

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