A necessidade de qualificar a assistência aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em liberdade motivou servidoras da Secretaria Municipal de Assistência Social de Foz do Iguaçu a criar um material para dar mais dinamicidade e integração nos atendimentos desses jovens, e possibilitar um diálogo melhor entre eles e a equipe de referência.

O “Passos e (des)compassos: Guia de Apoio à Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade” levanta uma série de provocações aos adolescentes e serve como uma ferramenta metodológica para que eles entendam o objetivo da medida socioeducativa, com temas transversais e do cotidiano, como desejos para o futuro, cultura, direitos básicos e educação.

Todo o conteúdo foi elaborado pelas servidoras e técnicas do Serviço de Proteção Social, Karla de Maria Luciano, Giane Franciele Negri e Priscila Franch. As três foram convidadas para palestrar sobre o assunto no evento estadual “Boas Práticas na Execução das Medidas Socioeducativas em Meio Aberto”, organizado pelo Tribunal de Justiça do Paraná nesta terça-feira, 31.

“O objetivo de criá-lo surgiu com demandas das educadoras em ter um material que as orientasse no atendimento aos/às adolescentes, possibilitando conhecê-los melhor. Um material que de forma lúdica dialogasse com os próprios adolescentes”, destacou a assistente Karla de Maria Luciano, que também é coordenadora do Creas II (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).

Referências utilizadas

O Guia foi inspirado em outros materiais que versam sobre o tema, como a “Agenda Nós” (2016), produzida pelo Instituto Fazendo História, o livro “Aprendendo a ser e a conviver” (1999) de Margarida Serrão e Maria Clarice Baleeiro, entre outras referências para torná-lo ainda mais rico em conteúdos.

Para aplicá-lo às realidades da cidade, contou ainda com a colaboração da equipe do serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto (MSE), Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi), estagiários do setor e um egresso da socioeducação. O guia já está sendo usado pelas equipes de referência do CREAS II, formada por assistente social, educador (a) e psicólogo (a).

“Precisamos trabalhar cada vez mais para que as medidas socioeducativas não sejam apenas uma etapa qualquer na vida desse adolescente assistido. O papel dela e dos profissionais envolvido é o de proporcionar uma nova perspectiva, fazê-los refletir sobre o momento que vivem”, destacou o secretário de Assistência Social, Elias de Souza.