Neste domingo (29), será realizado o segundo turno das eleições municipais, 13 dias após a primeira votação o menor intervalo da história porque normalmente o período é de três a quatro semanas mas o calendário apertado foi aprovado pelo Congresso Nacional em função do adiamento provocado pela pandemia de covid-19. Segundo a Constituição Federal, pode haver segundo turno quando nenhum dos candidatos obtém mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno e quando o município tem mais de 200 mil eleitores.

O Brasil tem 95 cidades com mais de 200 mil eleitores. Em 37 delas, os prefeitos foram eleitos no último dia 15 de novembro.

Das 57 cidades onde haverá segundo turno, 18 são capitais: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Depois de domingo, apenas um município brasileiro ficará com a escolha do prefeito ainda pendente: Macapá (AP), com mais de 292 mil eleitores. Prejudicada por um apagão elétrico que se estendeu por 22 dias, a cidade terá o primeiro turno das eleições no dia 6 de dezembro.  A segunda fase está marcada para o dia 20.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu não fazer o primeiro turno em Macapá no próximo domingo devido a uma limitação técnica. Nas 57 cidades onde haverá segundo turno, o sistema de informática do órgão está preparado para apurar e totalizar os votos atribuídos a apenas dois candidatos. Na capital amapaense, dez candidatos disputam o primeiro turno das eleições.

Apenas um município terá segundo turno no Paraná: Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Mabel Canto (PSC) com 37,27% dos votos válidos, e Professora Elizabeth (PSD), com 31,15% dos votos, disputam a prefeitura neste segundo turno.

No Estado outras quatro cidades poderiam ter segundo turno, mas resolveram a disputa no domingo (15) — Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.