A safra brasileira deverá ficar entre 110 milhões e 115 milhões de toneladas, estima o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira. Segundo ele, as áreas mais preocupantes são o Paraná e o Mato Grosso do Sul, além da situação que começa a se agravar no Centro-Oeste e no Matopiba, onde as chuvas se mostram limitadas, mal distribuídas e de baixo volume.

Conforme Braz, os produtores devem permanecer atentos, acompanhando suas realidades e já começando a buscar o seguro agrícola. "Para quem não tem o seguro, estamos negociando".

Ele alerta que a quebra pode ser ainda mais severa caso as chuvas não cheguem de forma adequada às regiões mais necessitadas. "As preocupações quanto ao clima na América do Sul estão se intensificando neste início de 2019, com padrão extremamente seco apontado para maior parte das regiões central e Norte do Brasil”, traz a ARC Mercosul.

Segundo a consultoria, os principais modelos climáticos continuam mostrando um padrão de menos precipitações para boa parte do Brasil durante a primeira quinzena de janeiro, que pode ser a mais seca em dez anos. O calor intenso também continua. E o quadro, portanto, intensifica a possibilidade de que as perdas na safra brasileira sejam ainda maiores.

“O padrão mais seco deve se manter nas próximas semanas, com chuvas entre 50% e 90% abaixo da média normal nos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e também no Paraguai, enquanto chuvas em grandes volumes são esperadas no extremo sul do Brasil (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e para grande parte da Argentina", explicam os especialistas da ARC.

De acordo com informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), os maiores acumulados de chuva deverão ser registrados nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul nos próximos dias, assim como o registrado nesta semana, mas há ainda possibilidade de boas precipitações para o Brasil Central, com volumes mais expressivos para Mato Grosso e Goiás.