Projetos de segurança alimentar e nutricional desenvolvidos no Paraná estão chamando a atenção de outros Estados. Uma equipe da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social de Rondônia (Seas) esteve em Curitiba, de quarta-feira (01) até esta sexta-feira (03), onde manteve várias reuniões com o Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), e visitou alguns projetos desenvolvidos na cidade.

“O que podemos aproveitar é tudo. Não tem como não levar ideias para lá e apresentar para os nossos gestores e ver o que se adapta para a nossa região, o que pode fazer de imediato, o que a gente pode fazer a longo prazo. É tudo fantástico”, afirmou a coordenadora de Desenvolvimento Social, Pâmela Trajano. Ela estava acompanhada pela gerente de Segurança Alimentar e Nutricional, Edilaine Naiara Gonçalves, e pelas assessoras Luíza Duarte de Oliveira e Cleusa Firmino Medeiros.

A visita da equipe foi precedida de uma pesquisa sobre o local onde poderiam colher os melhores exemplos aplicáveis à realidade de Rondônia. “O Estado do Paraná é o que se destaca nas políticas de segurança alimentar e nutricional”, disse Edilaine. Segundo ela, o planejamento da viagem teve a aprovação imediata da secretária de Assistência e do Desenvolvimento Social de Rondônia, Luana Rocha. “Ela prestou apoio para que pudéssemos vir aqui, ter essa capacitação, essa troca de experiências e esse conhecimento, que é multiplicável.”

SISAN – O primeiro objetivo era saber como a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná faz para conseguir a adesão dos municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) – o Paraná lidera o ranking com 168 municípios, o que corresponde a 40% dos municípios brasileiros que já aderiram.

No primeiro dia de visitas, após receberem informações gerais sobre a Seab e os programas que coordena, a equipe se reuniu com o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). “Vimos que um dos pontos principais é o trabalho em conjunto, aquela força-tarefa tanto da sociedade civil, do governo e da prefeitura”, disse Edilaine. “Esses são os pilares para fazer as coisas acontecerem”.

O dia seguinte foi reservado para conhecer algumas ações em Curitiba, entre elas as que têm parceria com o Estado, como hortas comunitárias e restaurantes populares. “A gente viu que o Estado e a prefeitura trabalham muito bem, em conjunto. Acredito que essa seja uma das ferramentas principais, apoio mútuo entre os governos trabalhando em prol da população que mais necessita, da população carente e em vulnerabilidade social”, afirmou.

BANCO DE ALIMENTOS – Nesta sexta-feira (03), o encerramento foi na Ceasa Curitiba, onde o grupo conheceu o projeto Banco de Alimentos Comida Boa.Por meio dele, a instituição, em parceria com produtores e permissionários, repassa a entidades sociais e famílias em vulnerabilidade alimentos sem padrão de comercialização in natura ou processados.

“Todos os projetos são encantadores e dos que a gente acredita que pode levar para a implantação em Rondônia são as hortas comunitárias e o Banco de Alimentos, que achei fantástico”, disse Edilaine Naiara Gonçalves. Em Rondônia não há Ceasa, ideia que a equipe pretende levar para os gestores estaduais.

No entanto, há feiras de frutas e verduras, além de sobras de mercados. “Achei muito interessante o Banco de Alimentos, porque nas feiras a gente vê o desperdício. No final das feiras aquilo tudo vai para o lixo. A gente sabe que tem pessoas que necessitam do alimento e que não vai chegar na mesa delas. Então, a gente pode aproveitar e doar. Para mim, esse foi o mais fantástico”, afirmou a coordenadora de Desenvolvimento Social, Pâmela Trajano.

PARCERIAS – Para a chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seab, Márcia Cristina Stolarski, a visita foi importante não apenas para a equipe de Rondônia, mas para o departamento. “Não só eles, mas nós também acabamos saindo com uma bagagem boa”, comentou.

Segundo ela, as realidades são distintas, principalmente em relação ao clima e à produção. “Mas a gente acabou mostrando como é possível atender a população vulnerável com dignidade, levando alimento acessível e muito bom”, disse.