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COTIDIANO

RETROSPECTIVA 2017: Dinheiro de escolas foi desviado para a África

31 de dezembro de 2017 às 13:18
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QUADRO NEGRO: Dinheiro de escolas foi desviado para a África

O depoimento e os documentos entregues pela ex-funcionária da Construtora Valor revelam valores que teriam sido depositados e sacados na boca do caixa por políticos envolvidos na Operação Quadro Negro no Paraná. Esses recursos foram desviados de obras de escolas do Estado. Em uma das listas, a “laranja” da empresa revela que cerca de R$ 130 mil foram trocados por dólares e enviados para Moçambique.

A denunciante delatou três deputados estaduais: Ademar Traiano, Plauto Miró e Tiago Amaral; o presidente do TCE, Durval Amaral, e o secretário de Infraestrutura, José “Pepe” Richa, irmão do governador Beto Richa. Todos negaram as acusações.

A ação penal gerada a partir da Operação Quadro Negro – e que tramita na 9ª Vara Criminal de Curitiba – seguiram em julho para as alegações finais da acusação e da defesa, última etapa antes da sentença.

O processo estava estacionado havia mais de seis meses à espera de uma posição do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, responsável por parte do caso por envolver pessoas com foro privilegiado na Corte, e que não podem ser investigadas nem eventualmente processadas e julgadas, no primeiro grau do Judiciário. O ano terminou e nada ficou decidido.

Senado aprova reforma trabalhista

O Senado aprovou em julho o texto da reforma trabalhista. A reforma muda a legislação trabalhista brasileira e traz novas definições sobre férias, jornada de trabalho e outras questões. O texto foi sancionado pelo presidente Michel Temer naquele mesmo mês. As novas regras entraram em vigor dia 11 de novembro.

VBP passa de R$ 19 bilhões e reforça liderança do oeste

Puxado especialmente pela suinocultura e pela avicultura, o VBP (Valor Bruto da Produção) Agropecuária da região oeste do Paraná de 2016 passa de R$ 19 bilhões, uma alta de 15% sobre o ano anterior. Dois dos três primeiros municípios são da região: Toledo, que mais uma vez assegurou o primeiro lugar, e Cascavel.

Paranaense é o mais endividado

O número de consumidores endividados no Brasil registrou recorde no mês passado. E o Paraná fechou o semestre com o maior índice do País. Conforme a Fecomércio, de cada 100 paranaenses, 88 estavam endividados. No Brasil, havia 61 milhões de inadimplentes em julho, principalmente devido à recessão econômica aliada às altas taxas de desemprego. Na média nacional, o endividamento ficou em 56,4%.

Sicride descarta rede de sequestro de crianças

Uma notícia que correu as redes sociais no mês de julho deixou pais em pânico por todo o País. No Paraná, a situação se agravou com o sumiço de dois meninos de um e dois anos de idade. A Sicride no Paraná – órgão que investiga o desaparecimento de crianças – garante que não há qualquer informação de atuação dessa suposta quadrilha no Estado. Contudo, até hoje as crianças não foram encontradas e a polícia desconhece o paradeiro delas.

Sem dinheiro, PRF encosta viaturas

A crise econômica e política atinge em cheio os órgãos públicos, inclusive de segurança nacional. Sem dinheiro, a Polícia Rodoviária Federal anuncia a suspensão de uma série de serviços prestados à população, como acompanhamento de cargas grandes nas rodovias e até o deslocamento móvel. O problema era a falta de dinheiro, que deixou até mesmo as viaturas sem combustível.

Metade das prefeituras tem os cofres zerados

A crise econômica agravada pelos problemas políticos afetou em cheio os municípios de pequeno porte, que encerraram o primeiro semestre com os cofres vazios. Para pelo menos metade dos municípios que integram a Amop, a crise é a mais severa da história, e, na época, punha em xeque o pagamento do 13º salário do funcionalismo. Entre as medidas emergenciais, estavam a de pedir ajuda dos governos estadual e federal.

Transparência

O Tribunal de Contas do Estado identificou atraso na atualização dos dados nos portais de transparência em 314 dos 399 municípios do Paraná, equivalente a 79% das cidades. Mas no oeste a proporção é ainda maior: todos os 50 municípios foram notificados por alguma irregularidade. Essa ação foi apenas de advertência, mas o TCE alerta que quem não respeitar a lei da transparência sofrerá punições, inclusive aplicação de multas.

Sem-terra planejam invasão em massa

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) planeja alojar cerca de 10 mil famílias em terras no Paraná em no máximo um ano. Para isso, o plano é invadir áreas já “mapeadas” pelo movimento por todo o Estado. Essas pessoas vivem hoje em acampamentos e, por isso, o objetivo é forçar uma reforma agrária por conta própria em terras que o movimento “julgar” apropriado. Exemplo disso são invasões a duas áreas em Catanduvas, que ocorreram no mês de julho por 250 famílias.

A partir da denúncia, o movimento não se confirmou, até porque teve início na Assembleia Legislativa do Paraná uma CPI para investigar o fornecimento de informações privilegiadas aos sem-terra.

Agentes denunciam terrorismo em presídio

Um protesto realizado no Presídio de Segurança Máxima em Catanduvas chama a atenção para o retorno das visitas íntimas e sociais aos presos da penitenciária, as quais haviam sido suspensas em represália ao assassinato de agentes penitenciários no Paraná. O sindicato denuncia que as organizações criminosas se tornaram células terroristas que agem com requintes de crueldade, atuando livremente de dentro das cadeias. Sem saber o que fazer, muitos agentes estão pedindo afastamento da função.

ONU no oeste

Dos 22 Observatórios Sociais selecionados no Brasil para fiscalizar obras públicas da educação que recebem dinheiro da União, oito são paranaenses e dois deles na região oeste. O projeto é financiado pela ONU e em Foz do Iguaçu e Cascavel oito construções paradas, atrasadas ou por serem licitadas serão alvo desta varredura.

PF solta Rocha Loures

O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi solto no início de julho da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A revogação da prisão preventiva foi determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin. A demora na soltura aconteceu porque não havia tornozeleiras eletrônicas disponíveis no Distrito Federal. Rocha Loures era o homem de confiança do presidente Michel Temer e foi flagrado transportando uma mala com R$ 500 mil que seriam de pagamento de propina.

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