Região sai do risco de epidemia de mosquitos, mas casos seguem em alta

As confirmações de casos de dengue são 19 vezes mais que no ciclo epidemiológico passado

Foz do Iguaçu – Pela primeira vez desde o início do ano, o mapa para risco de epidemia de mosquitos Aedes aegypti na região oeste não apresentou alerta para proliferação extrema, graças aos fatores climáticos que têm impedido o desenvolvimento de criadouros. Mesmo assim, a atenção deve ser mantida e a vigilância da população constante para eliminar os focos de criadouros dos transmissores da dengue.

Isso porque, mesmo com o frio extremo, continuam sendo registrados casos da doença por todo o Paraná. Foram mil a mais desde a divulgação do último boletim, na semana passada. No levantamento de ontem, são 18.779 confirmações em todo o Paraná, 19 vezes mais que no ciclo epidemiológico passado, encerrado em 31 de julho de 2018, quando a soma estadual era de 992 diagnósticos.

Até agora, houve 21 mortes em decorrência da dengue. No ciclo 2017/2018 haviam sido apenas duas.

A região oeste concentra quase um terço dos casos de dengue no Paraná, com 5,8 mil registros. Somente na 9ª Regional de Foz do Iguaçu são mais de 2,8 mil, seguida pela 10ª Regional de Cascavel, com pouco mais de 1,7 mil, e pela 20ª Regional de Toledo, com quase 1,3 mil registros.

Houve seis mortes (4 em Cascavel e 2 em Foz).

Quanto aos registros de chikungunya, são 21 por todo o Estado, oito deles na Regional de Foz. O vírus da zika foi identificado em cinco pessoas no Estado, dois deles no oeste, ambos na Regional de Foz.

Reportagem: Juliet Manfrin 



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