Apesar da promessa e até da data anunciada, as obras de readequação das poltronas no Teatro Municipal de Cascavel ficarão somente para janeiro do ano que vem. A previsão era de que a intervenção estrutural ocorresse neste ano, porém uma nova alteração foi determinada pela Secretaria de Cultura. E a reforma deve ser finalizada em março. “Para que fossem mantidas as atividades – sem prejudicar o calendário -, decidimos atrasar a obra, que está prevista agora para os meses de janeiro, fevereiro e março do ano que vem. O projeto está aprovado, após longa discussão com o Corpo de Bombeiros e os membros do Conselho Municipal de Políticas Culturais”, explica o secretário de Cultura, Ricardo Bulgarelli.

As atividades devem ficar interrompidas durante os três meses.

Quando a estrutura foi construída, não foram verificadas as normas técnicas do espaço adequado entre as poltronas, por isso a necessidade da reforma. A distância entre uma fileira e outra será de 103 centímetros, 28 a mais do que da forma que está, e, com isso, o Teatro terá redução de poltronas, passará de 793 para 701 lugares.

Enquanto estiver em andamento a reforma, um velho conhecido dos cascavelenses volta ao estrelato: será o palco do Centro Cultural Gilberto Mayer, que passou por reforma para ser usado até que as obras no Teatro estejam concluídas. “O palco está com madeira nova e houve uma reforma para receber os eventos. Para o público o espaço estará apropriado, absorvendo a demanda do Teatro”, diz a presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, Antônia Vilaca.

A construção do Teatro foi retomada em dezembro de 2000 e terminou com investimentos municipal e estadual em 2015. Foram gastos R$ 15,4 milhões na obra licitada inicialmente por R$ 5,6 milhões e projeto da década de 90.

Outras obras

O Teatro Municipal possui ainda outros problemas: salas que nem sequer receberam reboco nas paredes, banheiros sem a louça e auditórios sem os materiais necessários. Estão previstas obras nesses espaços a partir da reforma estabelecida para o ano que vem. A reivindicação foi feita por núcleos setoriais do Conselho Municipal de Políticas Culturais, que comemora a proximidade entre artistas e o município. “Estamos passando por um momento muito bom, nunca tivemos um secretário tão comprometido com a classe artística”, afirma a presidente do Conselho, Antônia Vilaca.

Reportagem: Josimar Bagatoli