O avanço na vacinação aliado aos cuidados das normas sanitárias como uso de máscara e distanciamento social, baixaram as internações nos hospitais por covid de Foz do Iguaçu. Dos 110 leitos de UTI exclusivos para tratamento da doença, 50% estavam ocupados até este final de semana, o menor índice do ano. Nas enfermarias, a taxa de ocupação é ainda menor, de 29%.

O levantamento é do Painel Coronavírus da Secretaria Municipal de Saúde desse domingo (8). Das 70 UTIs do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, 48 estavam em utilização (69% do total). No Hospital Ministro Costa Cavalcanti, das 40 camas especiais, seis estavam ocupadas (15% do total). Dos 77 leitos de enfermaria, 22 estavam em utilização ontem.

Os indicativos do painel refletem o “alívio” no sistema de atenção aos pacientes do coronavírus. Em janeiro, com a chegada da segunda onda da doença, a ocupação das UTIS e enfermarias chegaram ao limite. Em março e abril o sistema colapsou com pacientes atendidos em camas e estruturas para outras urgências médicas.

A situação se acalmou a partir de maio, após a adoção de medidas restritivas mais rígidas e vacinação contra a doença. “Os números são positivos, mas a população não pode baixar a guarda para os cuidados sanitários e de tomar a vacina contra a covid-19”, disse a secretária de Saúde, Rosa Maria Jeronymo.

Casos

A Vigilância Epidemiológica divulgou neste domingo (08), 27 novos casos de covid, totalizando 42.252 registros da doença desde o início da pandemia, em março do ano passado. No acumulado do mês, são 301 exames positivos – média de 37,62 por dia. Do total de infectados, 40.974 pessoas já estão recuperadas – 96,8%.

Dos 26 novos casos confirmados, 14 são mulheres e 13 homens, com idades entre cinco meses e 86 anos. Todos estão em isolamento domiciliar. Do total de registros de casos ativos da doença, 126 pessoas estão em isolamento domiciliar, com sinais e sintomas leves, e 60 pessoas estão internadas.

Foz do Iguaçu registrou ontem mais um óbito em consequência da covid-19. A vítima é uma mulher de 65 anos. No acumulado de agosto, são 15 vidas perdidas para a doença – média de 1,87 por dia. No total, são 1.092 mortes pela doença desde o início da pandemia.