Foz do Iguaçu – Quando a pedagoga Ana Claudia Zimmer discursou durante a formatura da terceira turma do Programa Vira Vida, em Foz do Iguaçu, nem parecia que ela falava dos mesmos jovens que ali estavam. Ana contou que, no início da formação, eles chegaram quietos, não queriam participar nem sequer conversar. Na formatura, o que se via eram jovens falantes, animados e unidos. Não foram poucas as poses para as “selfies” de toda a turma.

O Vira Vida é uma iniciativa do Conselho Nacional do Sesi (Serviço Social da Indústria). Em Foz, o programa é desenvolvido em parceria com diversas instituições, entre elas a Itaipu Binacional e o PTI (Parque Tecnológico Itaipu), onde ocorrem as aulas. Na quinta-feira, no Centro de Recepção de Visitantes da usina, foi a formatura de 24 jovens que compõem a terceira turma de Foz, que também é a 11ª turma do Paraná.

O gerente da unidade Sesi/Senai de Foz, Thiago D’Arisbo, explicou que o programa, como o próprio nome indica, tem como objetivo permitir aos jovens a garantia de alguns direitos e mudanças de vida. Os participantes passam, inicialmente, por uma fase de pré-aprendizagem com duração de seis meses, em que desenvolvem atividades como aulas de português, matemática, informática, e oficinas diversas, como educação ambiental, direitos e cidadania e resgate de autoestima.

Após o período de pré-aprendizagem, os jovens são encaminhados às empresas parceiras do programa, onde atuam como jovens aprendizes.

Oportunidade

O formando Gabriel Vinicius, 16, contou que foi pelo Vira Vida que teve a primeira oportunidade de emprego. “Não fosse o Vira Vida, eu não teria a minha primeira profissão, não teria nada. Ia continuar jogando bola, que era o que eu sabia fazer”, disse. Pelo programa, ele entrou em uma empresa como auxiliar administrativo e, em pouco tempo, já conquistou um novo cargo.

Segundo a formanda Maria Gabriela Evangelista da Rocha, 18, ao entrar no Vira Vida ela era uma pessoa, ao sair é outra, muito melhor. Entre os aprendizados, ela destacou ter evoluído na forma de enxergar os outros, sem preconceitos, e na sua valorização pessoal. Foi também o programa que lhe possibilitou a primeira experiência profissional.