O Programa de Gestão de Solo e Água em Microbacias beneficia diretamente mais de 21 mil produtores. Retomado pelo governo do Estado em 2015, a iniciativa já chegou a 204 municípios e envolve ações em 947 mil hectares de terras. Os investimentos alcançam R$ 72,5 milhões.

Os recursos permitiram realizar 246 projetos, que envolvem conservação de solos, proteção de nascentes e APP (Áreas de Preservação Permanente), abastecedores comunitários de pulverizadores, equipamentos para manejo de dejetos animais, saneamento doméstico e abastecimento de água.

Em 2018, 90 convênios foram assinados, totalizando repasses de quase R$ 17 milhões. “Essa é uma iniciativa fundamental para preservar duas das grandes riquezas do Paraná: a terra e a água. Com esses recursos preservados, o nosso estado seguirá sendo modelo de produção agropecuária e de conservação ambiental”, ressalta a governadora Cida Borghetti, destacando a boa parceria entre o Estado, municípios e os produtores para garantir o avanço dessa iniciativa.

Executado pelo Deagro (Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o programa conta com a parceria do Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) e do ÁguasParaná (Instituto das Águas do Paraná). O trabalho conjunto garantiu a instalação de 171 sistemas coletivos de abastecimento de água. Somente nestas ações, foram aplicados R$ 28,8 milhões.

O secretário da Agricultura e Abastecimento, George Hiraiwa, também destaca a aplicação de inovações tecnológicas para melhorar a produtividade da lavoura. “O projeto de agricultura de precisão, que faz o mapeamento de fertilidade do solo com o uso de equipamento adequado, contribui para maximizar a economia do produtor em municípios no Oeste do estado, com ótimos resultados”, explica.

Foco integrado

Segundo o coordenador técnico do programa, Ronei Luiz Andretta, o programa evoluiu para um foco integrado com a gestão do solo e água. Além disso, promoveu o resgate de práticas mecânicas de conservação de solo, com a implantação de terraços adequados, de base larga e embutidos, que minimizam a dificuldade de manobra das grandes máquinas e implementos utilizados atualmente.

Na gestão da qualidade da água, ele destaca ações de manejo de dejetos animais em bacias leiteiras a partir de uma tecnologia simples e eficiente. Com a implantação de esterqueiras e outros equipamentos, os dejetos viram adubo para as lavouras de milho e a produção do grão é destinado para a silagem, para o uso no inverno.

O resultado do processo é uma maior produção de leite, além da reciclagem da matéria orgânica e até geração de energia a partir de um material que antes tinha alto potencial de poluição das águas superficiais. Neste contexto, Andretta elogia a equipe do Instituto Emater. “Está em plena renovação, faz um excelente trabalho junto às prefeituras e comunidades nas microbacias”, diz o coordenador técnico.

Programa

O Programa Microbacias promove ações de gestão dos solos e da água em projetos que aliam a preservação ambiental com a produção agropecuária. Os recursos vêm de um contrato com o Bird, e as ações de trabalho são divididas entre a Secretaria da Agricultura e os municípios.

À secretaria, cabe repassar aos municípios os recursos, normas e instruções técnico-operacionais para a execução e monitorar e fiscalizar os serviços do convênio. Já os municípios são responsáveis por executar o projeto de acordo com o Plano de Trabalho e disponibilizar estrutura técnica e operacional para execução das ações, além de outras obrigações previstas no convênio.