A pequena cidade de Saudades, no oeste de Santa Catarina, se tornou palco de uma tragédia. Três crianças e uma professora foram mortas dentro da escola por um jovem de 18 anos, na manhã desta terça-feira (4). A Polícia Civil do estado conseguiu prender o jovem.

Ainda há uma quinta vítima ferida pelo rapaz. Ela foi encaminhada para o Hospital de Chapecó, em estado grave, e não conseguiu resistir.

O delegado Jerônimo Marçal confirmou que se uma quarta criança teve ferimentos, mas eles são leves e não há perigo de morte.

O policial contou que o agressor entrou na Escola Infantil Pró-Infância Aquarela com uma adaga. Lá, encontrou e atacou uma professora, que morreu no local.

Na entrevista, Marçal disse ter encontrado “objetos estranhos” na casa do suspeito. Ele não especificou o que seriam, mas reforça que os agentes trabalham com a possibilidade de que seria um crime isolado.

“O crime está claro, autoria está clara. O que não temos é o motivo que o levou a fazer isso. De qualquer forma, é um motivo torpe. É o que nós vamos descobrir. Nossa maior preocupação é provar que foi um fato isolado. Acreditamos nisso, mas precisamos descartar a possibilidade de que mais pessoas estejam pensando nisso”, comentou.

A sequência
Depois de matar a professora, o jovem correu para uma sala onde se encontravam quatro crianças, todas com menos de 2 anos de idade, e esfaqueou todas as vítimas. Além disso, um agente de saúde que estava no local naquele horário também recebeu facadas do jovem. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

A Polícia Militar da cidade disse ter recebido chamados, todos informando que um rapaz “golpeava alunos e professores”. Assim, forças de segurança e de salvamento de diversas regiões, inclusive com um helicóptero, partiram para atender a ocorrência.

Segundo informações da NSC Total, professoras trancaram as portas das salas de aulas para tentar proteger as crianças. Segundo uma delas, uma parte dos alunos foi escondida do agressor no fraldário.

Aline, agente educacional da creche no período da tarde e moradora próximo ao local do crime, já estava uniformizada quando ouviu gritos de socorro.

“Escutei gritos de pedidos de socorro, eram muito fortes. Aí eu saí e vi as minhas colegas pedindo socorro, para ligar para polícia. Eu consegui ligar, mas não consegui falar nada, só pedi socorro”, lembra.

Fonte: NSC Total