Privatização: Aeroportos vão receber investimento bilionário

As obras são para que os terminais subam de categoria e constarão no contrato de concessão, previsto para valer por 30 anos

Foz do Iguaçu – O Paraná garantiu investimentos de pelo menos R$ 1,5 bilhão em quatro aeroportos do Estado – Afonso Pena, Bacacheri, Londrina e Foz do Iguaçu – que serão privatizados pelo governo federal. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior após reunião com o secretário nacional da Aviação Civil (SAC), Ronei Saggioro Glanzmann, em Brasília, esta semana.

As obras são para que os terminais subam de categoria e constarão no contrato de concessão, previsto para valer por 30 anos. Segundo o Ministério da Infraestrutura, o leilão deve ocorrer até o fim deste ano. Os aeroportos paranaenses integram o bloco Sul do processo, ao lado dos terminais de Navegantes (SC), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS).

Ratinho Junior destacou que os estudos para a concessão estão em fase final e que os investimentos serão detalhados pela União em audiência pública em março. “Serão muitas ações que vão fazer com que os quatro aeroportos mudem de categoria, passando a ter capacidade muito maior para pousos e decolagens, recebendo aeronaves maiores”, afirmou o governador. “Além disso, estão previstas modernizações nas áreas de embarque e desembarque e também em tecnologia”.

Ratinho Junior ressaltou a importância das intervenções no sistema aeroportuário para a atração de investimentos e turistas ao Estado. Ele também destaca as ações realizadas pelo governo estadual para oferecer novas opções de deslocamento aéreo para cidades do interior com o Programa Voe Paraná.

Terminal de Foz

As melhorias no terminal de Foz do Iguaçu já estão em andamento mesmo antes de o aeroporto ser concedido à iniciativa privada. O processo de ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional das Cataratas já começou.

Custará R$ 53,9 milhões e ficará pronta em 2021. A modernização foi incluída no pacote de investimentos da Itaipu Binacional e da Infraero a pedido do governador Ratinho Junior, em agosto do ano passado. As obras vão demandar 515 dias.

“Trabalhamos muito por essa conquista. Queremos aproveitar o bom momento de Foz do Iguaçu em tudo o que diz respeito ao turismo”, ressaltou o governador.

A nova pista terá 2,8 mil metros, 605 metros a mais que a atual. Além disso, será aplicada uma camada de revestimento de Stone Matrix Asphalt (SMA), que dá ganho de performance de 20% às aeronaves, o que permite autonomia de voos para locais como Miami, Nova York, Lisboa e Madri.

As obras incluem, ainda, melhorias na área de check-in, ampliação das salas de embarque e desembarque, implantação de escadas rolantes, carrosséis de bagagem, novos elevadores e quatro pontes de embarque (fingers). Esse conjunto deve aumentar a capacidade do aeroporto de 2,6 milhões para 5 milhões de passageiros ao ano.

Os demais

O governador disse que, entre as exigências contratuais para a privatização do Afonso Pena, na Região Metropolitana de Curitiba, constam novos equipamentos de segurança, garantindo também voos em condições climáticas desfavoráveis. “Curitiba ficará no mesmo patamar de Guarulhos, que hoje é o principal aeroporto do País”, destacou Ratinho Junior.

Secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex também participou da reunião na Secretaria da Aviação Civil. Ele reforçou que o Afonso Pena passará, após a concessão, a operar na categoria 4E “sem restrições”. Ou seja, com capacidade para receber um voo Miami-Curitiba sem escalas. “Permitirá aeronaves maiores, capacidade maior e maior volume de passageiros”, explicou.

Ficou definido ainda que o aeroporto de Londrina será modernizado e ampliado, com mais segurança e tecnologia para os passageiros. Entre as intervenções, está a instalação do ILS1. “Passará a operar por instrumentos e com precisão, o que hoje não acontece em Londrina”, afirmou Sandro Alex.

 



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