Cotidiano

Pouca chuva em novembro tem reflexo no nível dos reservatórios da RMC

Sanepar alerta para importância dos hábitos de uso racional da água pela população. O sumário climático do Simepar para o mês de dezembro aponta chuvas abaixo da média em todo o território paranaense

Pouca chuva em novembro tem reflexo no nível dos reservatórios da Região Metropolitana - Na foto, Barragem do Iraí - Curitiba, 06/12/2021
Pouca chuva em novembro tem reflexo no nível dos reservatórios da Região Metropolitana - Na foto, Barragem do Iraí - Curitiba, 06/12/2021

As chuvas em novembro na Região Metropolitana de Curitiba apresentaram o pior desempenho dos últimos três anos, conforme dados do Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Em Curitiba, choveu 33 milímetros, o que significa 27% da média de 122 mm para o mês.

As baixas precipitações causam impacto no nível dos reservatórios do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (Saic). Nessa segunda-feira (6), o nível médio do Saic está em 67,34%.

Em 15 de novembro, quando teve início o modelo de rodízio de 60 horas com abastecimento e até 36 horas de suspensão no fornecimento de água, o nível havia chegado a 68,75%. Entre 19 e 23 de novembro, ficou acima de 69%, ainda com reflexo das chuvas de outubro. Desde 24 de novembro, os reservatórios vêm apresentando quedas lentas, mas consecutivas.

O sumário climático do Simepar para o mês de dezembro aponta também chuvas abaixo da média em todo o território paranaense. Essa situação, segundo o instituto, está bastante alinhada com a tendência climática global da La Niña no Oceano Pacífico, com impacto de baixas precipitações no Sul do Brasil.

Mesmo com todas as obras e medidas adotadas pela Sanepar para mitigar os efeitos da crise hídrica, a recuperação dos níveis das barragens e de normalidade no abastecimento depende primordialmente da normalização das precipitações.

A campanha Meta20, que visa a redução de 20% do consumo de água na RMC durante a crise hídrica, tem mantido média de 17% desde o lançamento da campanha em maio deste ano.

“Em setembro e outubro, chegamos aos 20%. É preciso lembrar a população de que a água potável deve ser consumida prioritariamente para alimentação e higiene pessoal e que é importante reaproveitarmos a água utilizada na máquina de lavar para a limpeza da casa, da área externa e calçadas”, afirma o diretor-presidente da Companhia, Claudio Stabile.

CENÁRIO – O cenário se repete no Estado – as chuvas de novembro também ficaram abaixo da média prevista. A expectativa era de 1.733,9 milímetros (mm), mas foram registrados apenas 1.1019,6 mm. Os dados são do levantamento do Simepar.

O desvio negativo foi bem expressivo, principalmente em Maringá, na região Noroeste. O município registrou o menor índice de precipitação do Estado: 33 mm, 72,9% abaixo do esperado para o período.

O monitoramento foi feito também em Antonina, Campo Mourão, Cascavel, Francisco Beltrão, Pato Branco, Guarapuava, Guaratuba, Londrina e Foz do Iguaçu.

Confira os números:

Pouca chuva em novembro tem reflexo no nível dos reservatórios da Região Metropolitana

 

Como efeitos significativos do clima no mês passado, o meteorologista Reinaldo Kneib cita as tempestades ocorridas nas regiões Oeste e Sudoeste e a baixa umidade no solo, o que pode afetar o desenvolvimento da safra de verão.

Apesar de as chuvas de outubro terem superado em 59% a expectativa para o mês, com um acumulado de 3.006,8 mm, o ano de 2021 deve fechar com mais registros abaixo da média prevista para o Estado.

“Dezembro é conhecido como um mês quente e chuvoso, mas fora o Litoral, não teremos tantos dias chuvosos como costuma ser a média para o mês. Ou seja, dezembro será mais chuvoso que novembro, porém menos que outubro”, destaca o meteorologista do Simepar.

(AEN)