Ponteira de 15 anos é uma das armas do Brasil

Ciça e Ana Cristina com o técnico Hairton Cabral ao fundo 

Rio de Janeiro – O ditado popular já diz que “filho de peixe, peixinho é” e no voleibol não faltam exemplos de pais e filhos que tiveram sucesso na modalidade. No atual elenco da seleção brasileira sub 20 feminina mais um exemplo desse ditado começa a surgir: a ponteira Ana Cristina, que chama a atenção com seus 1,92m de altura e apenas 15 anos.

A moça é herdeira de Cecília Menezes de Souza, a Ciça, ex-atleta com vasta participação na Superliga, com passagens por São Bernardo, São Caetano e Rio do Sul na Superliga feminina.

Com mãe atleta de voleibol, acabou que Ana Cristina tivesse no esporte um modelo a seguir: “Sempre assisti aos treinos da minha mãe, às vezes eu batia bola com ela. Até que um dia uma amiga me chamou para fazer escolinha de vôlei, eu nunca tinha pensado em levar a sério até então. Via a minha mãe jogando, comecei a jogar”.

Em pouco tempo de carreira Ana Cristina já veste a camisa amarela da seleção brasileira e está no México com a equipe sub-20 para disputar pela primeira vez o Mundial da categoria. O técnico do time é Hairton Cabral, velho conhecido de Ciça e um dos principais responsáveis pela chegada da jovem no time nacional. “Ele é um técnico que se preocupa muito em desenvolver os fundamentos das atletas. Sei que ela está em boas mãos. Antes de ela ser convocada, ele me ligou e nós conversamos. Eu dei muito apoio. Quando estávamos no carro, indo para o aeroporto para ela se apresentar à seleção, eu disse para ela aproveitar a oportunidade, sem se estressar, sem se pressionar, jogar solta aquilo que ela é capaz”, revela Ciça, que foi campeã mundial sub 20 em 2001 com o Brasil.

Estreia do Brasil

A estreia da seleção brasileira sub 20 será  nesta sexta-feira (12) contra a República Dominicana, às 19h30 (de Brasília). No sábado as meninas enfrentam as japonesas no mesmo horário e fecham a primeira fase contra Ruanda, domingo, às 17h (de Brasília).

A seleção feminina do Brasil tem um bom retrospecto em campeonatos mundiais nessa categoria. As brasileiras acumulam 13 medalhas ao longo da história da competição (seis ouros, cinco pratas e dois bronzes). Na edição passada, em 2017, também no México, as brasileiras ficaram com a quinta posição. A última vez que as meninas do Brasil subiram ao lugar mais alto do pódio foi na Tailândia, em 2007.

 

Confira os grupos do Mundial Sub 20 Feminino

Grupo A – México, Cuba, Itália e Estados Unidos

Grupo B – Egito, Peru, China e Polônia

Grupo C – Argentina, Sérvia, Rússia e Turquia

Grupo D – Brasil, República Dominicana, Japão e Ruanda

 



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