A Polícia Civil de Cascavel descartou a possibilidade de a morte de Gabriel Batista de Souza, de 21 anos, ter motivação homofóbica. Gabriel era homossexual e a suspeita partiu de amigos. A polícia disse que nada confirma essa possibilidade e ressalta que crimes de ódio nunca foram característicos em Cascavel.

Oitivas sobre o caso foram feitas ontem, mas, segundo a Polícia Civil, a linha de investigação seguida não será divulgada por enquanto. O depoimento do casal que pediu socorro a Gabriel indicava que ele teria sido vítima de um assalto.

Ainda abalada pela morte do filho, Márcia Batista guarda a mala do rapaz e todos os pertences dele. Gabriel veio visitar a família em Cascavel no feriado e voltaria para Santa Catarina, onde fazia faculdade de Teatro na Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense).

Com histórico de boa educação e destaque na universidade, Márcia considera o filho uma pessoa sempre bem humorada e sem rixas pessoais. “Eu quero respostas. Porque ele não iria sair naquele horário para se encontrar com estranhos, conheço meu filho. Disseram que ele foi assaltado, mas eu não acredito nisso”, diz a mãe.

O crime

Gabriel Batista de Souza foi morto na madrugada da última quinta-feira (1º), na Rua Europa, Bairro Periollo, com uma única facada no coração. Um casal contou à polícia que viu o rapaz pedindo socorro e dizendo que havia sido assaltado e foi até a UPA Brasília pedir uma ambulância. Quando o Samu chegou, o rapaz estava caído e sem vida.