Rio de Janeiro – O PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, cresceu 1,2% no trimestre encerrado em outubro deste ano na comparação com o trimestre fechado em julho. Já na comparação com o trimestre encerrado em outubro de 2017, o crescimento chegou a 1,3%.

Os dados são do Monitor do PIB, divulgado ontem (19) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Considerando-se apenas o mês de outubro, houve queda de 0,3% na comparação com setembro e alta de 1,7% em relação a outubro do ano passado.

A alta de 1,2% do trimestre encerrado em julho para o trimestre fechado em outubro foi puxada por crescimentos de 1,4% na indústria e de 1,2% nos serviços. A agropecuária foi o único dos grandes setores com queda no período: 0,5%.

Entre os segmentos industriais, houve avanço na indústria da transformação (1,8%) e na construção (2,1%). Quedas foram observadas na indústria extrativa mineral (0,7%) e na geração de eletricidade (0,5%).

Entre os serviços, as principais altas foram observadas nos segmentos de transportes (5%) e comércio (2,1%). A única queda foi registrada nos serviços de informação (0,8%).

Sob a ótica da demanda, a alta de julho para outubro foi impulsionada pela formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, que cresceu 4% no período. Também houve altas de 1,1% no consumo das famílias e de 0,9% no consumo do governo. As exportações cresceram 6,7% e as importações, 1,7%.

Argentina entra em recessão

A atividade econômica na Argentina entrou em recessão oficialmente entre julho e setembro deste ano, com acúmulo de três trimestres seguidos de retração, segundo dados divulgados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos).

O órgão registrou queda de 3,5% do PIB argentino na medição anual do terceiro trimestre de 2018. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, o recuo foi de 0,7%.

No acumulado do ano, a recessão da economia argentina é de 1,4% em relação ao período de janeiro a setembro de 2017.

Entre abril e junho de 2018, o Indec havia registrado retração de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No fim de setembro, o presidente argentino, Mauricio Macri, fechou acordo de socorro com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que calcula retração de 2,6% do PIB do país em 2018 e de 1,6% em 2019.