Brasília – O autor da facada que atingiu o candidato à Presidência pelo PSL Jair Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho no dia do crime por motivação política. Essa é a conclusão do inquérito da Polícia Federal encaminhado na sexta-feira para o Tribunal de Justiça de Juiz de Fora (MG).

“Ficou claro que o motivo [do atentado] era o inconformismo político do senhor Adélio com os projetos políticos do candidato. A conclusão é que no dia desse ato, Adélio agiu desacompanhado de qualquer pessoa, não contou com a participação de ninguém”, disse o delegado regional de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais, Rodrigo Morais Fernandes, responsável pelo caso.

O ataque contra Bolsonaro aconteceu no dia 6 de setembro, quando o candidato fazia campanha na região central de Juiz de Fora. Ele recebeu uma facada no abdômen em meio ao tumulto que se formou em volta dele no ato político. Adélio Bispo de Oliveira foi preso pela Polícia Militar e levado para a delegacia da PF na cidade mineira.

Adélio está preso em um presídio federal em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para onde foi levado dia 8 deste mês, sob escolta da PF. A transferência de Juiz de Fora, em Minas Gerais, para Campo Grande foi determinada pela Justiça Federal.

Após seu depoimento na audiência de custódia, Adélio foi interrogado mais três vezes pela PF no presídio em Campo Grande (MS). Também foram analisados um laptop, quatro celulares e dois chips apreendidos com ele além de sua conta bancária, e-mails e postagens em redes sociais. “As contas em nome dele não possuem nenhuma movimentação atípica, os ganhos que estão nas suas contas se sustentam. Não tinha grandes gastos, vivia de forma simples”, disse Morais.