Cascavel – Para corrigir falhas na infraestrutura em obras que estão inclusive na mira da Justiça, a Prefeitura de Cascavel pede a liberação de mais um empréstimo por parte da Câmara. O montante é de R$ 30 milhões, obtidos por meio da Caixa – R$ 15 milhões para a Secretaria de Educação e R$ 15 milhões para a Secretaria de Saúde. Os projetos entram em discussão nesta segunda-feira.

No parecer técnico, a prefeitura alega que possui 115 unidades escolares, edificações antigas e que não atendem à legislação do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. Para obter o empréstimo, a prefeitura justifica que há 93 inquéritos civis gerados pelo descumprimento de exigências em 93 dessas unidades. Além das reformas das estruturas, o maior problema seria a acessibilidade.

Para a Saúde estão na lista as seguintes UBSs (Unidades Básicas de Saúde): Jardim Faculdade, Tio Zaca, Cidade Verde, Morumbi, Rio do Salto, FAG, Cancelli, Los Angeles, Tarumã, Interlagos, Claudete, Floresta, Tarumã, Santa Cruz, 14 de Novembro e Cataratas. No parecer técnico consta que Cascavel tem 76 UBSs. Hoje há 14 projetos aprovados ou empenhados, mas os valores entre R$ 512 mil a R$ 1,017 milhão para cada obra são insuficientes. Cada estrutura demandaria entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

O prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) justificou aos vereadores que a capacidade de endividamento máxima do Município é de 11,5% e que Cascavel atingiria 1,93% da Receita Corrente Líquida neste ano, sendo que para os próximos exercícios todas as operações, incluindo esse novo empréstimo, elevaria o percentual para 3,7%.

O pedido ocorre logo após o prefeito desistir da compra do prédio do Atacado Liderança, o qual demandaria um empréstimo no valor de R$ 28 milhões, também da Caixa.