Curitiba – Os investimentos e os projetos do Paraná, principalmente em infraestrutura, e os reflexos no agronegócio, foram assuntos da reunião do governador Carlos Massa Ratinho Junior com a ministra de Indústria e Comércio do Paraguai, Liz Cramer; o governador da Província de Misiones, Carlos Arrechea Ortíz; o cônsul-geral do Paraguai no Brasil, Carlos José …

Curitiba – Os investimentos e os projetos do Paraná, principalmente em infraestrutura, e os reflexos no agronegócio, foram assuntos da reunião do governador Carlos Massa Ratinho Junior com a ministra de Indústria e Comércio do Paraguai, Liz Cramer; o governador da Província de Misiones, Carlos Arrechea Ortíz; o cônsul-geral do Paraguai no Brasil, Carlos José Fleitas Rodriguez, e empresários. O governador recebeu a comitiva no Palácio Iguaçu, nessa quinta-feira (14). O chefe da Casa Civil, Guto Silva, e o superintendente de Governança, Phelipe Mansur, participaram do encontro.

Ratinho apresentou o projeto do corredor bioceânico, ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico, que conectará o Porto de Paranaguá ao de Antofagasta, no Chile, passando por Paraguai e Argentina. “É um projeto audacioso, que trará uma economia de 30 a 40% do frete na exportação para a Ásia”, destacou Ratinho Junior.

A proposta já foi apresentada ao presidente Jair Bolsonaro e à diretoria da Itaipu Binacional, que poderá financiar o projeto executivo. A ideia é fazer uma concessão de 50 anos.

“O Paraná tem uma agenda muito ativa em infraestrutura, o que para nós é extremamente conveniente, já começando pelo Porto de Paranaguá”, disse a ministra Liz Cramer. “O governo do Paraguai está muito interessado em ser cada vez mais parceiro deste Estado”, afirmou.

“A integração é sinônimo de desenvolvimento”, frisou o governador da província de Misiones, Carlos Arrechea Ortíz.

A ministra convidou Ratinho Junior para se reunir com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, em Assunção, para avançar nessa aproximação. “A agenda Paraguai e Paraná é muito mais produtiva que com o Brasil em geral”, disse a ministra.

Projetos
Ratinho Junior disse que o Porto de Paranaguá tem meio milhão de reais em caixa para investimentos em modernização para os próximos anos. Além disso, citou que existem projetos de mais três portos privados no Estado, que podem atender ao escoamento da produção paraguaia. “Em março vamos lançar um pacote de projetos executivos de infraestrutura”, explicou.

No encontro, o fundador do Parque Tecnológico de Agroinovação Industrial, nos Campos Gerais, José Sebastião Fagundes Cunha, falou sobre a criação de polo de produção de genética animal de ponta, em Misiones, que envolve criadores paraguaios e paranaenses.

Estado e Fiep se unem pelo setor industrial
Curitiba – O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), Edson Campagnolo, assinaram nessa quinta-feira (14) protocolo de intenções para alinhar ações conjuntas que visam ao desenvolvimento do Estado. A ideia é que a Fiep trabalhe de forma integrada com a Paraná Desenvolvimento, agência responsável pela prospecção de novos negócios ao Estado, para fortalecer o setor industrial paranaense no cenário nacional e internacional.

A assinatura do documento, disse o governador, é mais um passo para o fortalecimento das relações do Governo do Estado com o setor. O documento prevê futuras parcerias técnicas entre a Fiep e a Paraná Desenvolvimento.

“Nosso objetivo é desenvolver as habilidades regionais do Paraná e identificar novas vocações”, disse o governador. “Um exemplo é a indústria 4.0. Queremos transformar o Estado em um grande polo tecnológico, com a criação de startups para o setor agropecuário. A Fiep tem expertise nessa área e pode trabalhar junto com o governo”, afirmou.

O fortalecimento do setor e a atração de novas empresas, ressaltou Ratinho Junior, vão gerar mais emprego e renda no Estado, melhorando a qualidade de vida da população paranaense.

Integração
De acordo com Edson Campagnolo, o convênio busca identificar setores e atividades que tenham pontos em comum e potencial para integração. “Temos muitas ações que podemos trabalhar, como nas questões internacionais, atração de investimentos, a logística e infraestrutura do Estado, que abrem muitas oportunidades”, disse. “Um terço da economia paranaense é industrial. Por isso, o Sistema Fiep tem muito a contribuir. Se trabalharmos em conjunto, vamos ganhar tempo para realizar muitas coisas que estavam emperradas no Estado”.

Portas abertas
O diretor-presidente da Paraná Desenvolvimento, Eduardo Bekin, ressaltou que tanto a agência quanto a Fiep são as portas de entrada da iniciativa privada no Estado. “A ideia é ter agora uma porta só, que possamos trocar informações e fazer um trabalho focado para que o Estado saia mais fortalecido na atração de investimentos”, disse.

Segundo ele, a partir de agora serão elaboradas agendas em conjunto para unir esforços e criar vantagens competitivas perante os outros estados.



Fale com a Redação

3 × dois =