Novo coronavírus: Brasil se aproxima de 56 mil mortes; no mundo, são quase 10 milhões de infectados

Desde 31 de maio, ou seja, por 27 dias seguidos, o Brasil é líder mundial de novos casos

Brasília – O Ministério da Saúde informou na noite desta sexta-feira (26) que o Brasil alcançou 1.274.974 casos confirmados e 55.961 mortes causadas pelo novo coronavírus, com registro de mais 990 óbitos e 46.860 pessoas infectadas em um dia.

Nesta sexta, o Ministério da Saúde mais uma vez deixou de fazer a entrevista coletiva para prestar esclarecimento sobre as ações relacionadas ao combate da covid-19.

Desde 31 de maio, ou seja, por 27 dias seguidos, o Brasil é líder mundial de novos casos, considerando a média semanal. O dado é da plataforma Our World In Data, ligada a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O mundo se aproxima de 10 milhões de infectados, com mais de 491 mil mortes. Os Estados Unidos seguem à frente, com 2,41 milhões de contaminações, seguido pelo Brasil.

Pelo acompanhamento do consórcio de veículos da imprensa (Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL), o total de casos no País é de 1,280 milhão, com 56.109 mortes. O levantamento é feito com as Secretarias estaduais de Saúde desde que o Ministério começou a atrasar os dados e a omitir informações.

Mesmo com o recuo do Ministério da Saúde, que voltou a divulgar o consolidado de casos e mortes, o consórcio continua o levantamento, para ajudar a garantir a transparência dos dados.

Por estados

O Estado de São Paulo – que desde o início é o epicentro da doença – contabilizou 9.921 novos casos de contaminação e 237 mortes em um dia, elevando o total para 258.508 e 13.996 respectivamente.

O Rio de Janeiro vem na sequência da lista de estados mais afetados, com mais 137 mortes registradas por covid-19 e 2.600 novos casos da doença no período de 24 horas, subindo para 9.587 mortes e 108.497 infectados.

 


Einstein desaconselha médicos a usarem cloroquina em pacientes da covid-19

 

São Paulo – O Hospital Israelita Albert Einstein distribuiu comunicado a seus médicos essa semana no qual desaconselha a utilização da cloroquina para tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Apesar de haver testado o medicamento no combate à doença, a instituição declarou em nota, nessa sexta-feira (26), que nunca teve um protocolo de uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratamento da covid-19.

Médicos do corpo clínico aberto, porém, estavam prescrevendo a cloroquina em acordo com os pacientes. O uso, nesse caso, era “off label”, quando um remédio é receitado fora das indicações contidas na bula – que seguem orientações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Com a nova cartilha, o Einstein recomendou a seus profissionais que evitem a utilização do medicamento em caráter “off label” para infectados.

O comunicado do hospital se baseou em uma declaração da agência de controle de drogas e alimentos dos Estados Unidos (FDA), que revogou a autorização de uso emergencial da cloroquina e da hidroxicloroquina como tratamento para pacientes com covid-19. De acordo com o órgão, os estudos não detectaram eficácia do remédio, além de potenciais benefícios não superarem possíveis riscos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) suspendeu em definitivo, em 17 de junho, os testes com a hidroxicloroquina no ensaio clínico global Solidariedade, que pesquisa a eficácia e a segurança de possíveis tratamentos para o novo coronavírus. De acordo com a entidade, os testes com a droga não reduziram as taxas de mortalidade de pacientes hospitalizados com o vírus.

No Brasil, o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, que reconhece a falta de evidências científicas sobre a eficácia do medicamento. Inclusive, o Ministério da Saúde liberou o remédio para todos os pacientes da covid-19 no País.

 

Mosquito da dengue nas áreas externas

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