Após pelada em Praia Grande, litoral de São Paulo, Neymar, que está de férias do Barcelona, falou da expectativa para a disputa da Olimpíada, a partir de agosto. Em conversa com os jornalistas, o jogador disse que tem o sonho de conquistar o ouro inédito com a seleção brasileira. Indagado se a conquista seria como uma Copa do Mundo, evitou comparação:

Seleção olímpica de futebol

– Eu não gosto de perder. Sempre que entrou numa competição quero ganhar. E cada uma delas tem sua importância – disse.

Neymar foi cuidadoso ao falar também sobre ser capitão da seleção olímpica. Quando foi confirmado como técnico, Rogério Micale não garantiu o camisa 10 na função e disse que prefere ter mais de um líder em campo. Em sintonia com o futuro chefe, o atacante do Barcelona foi diplomático ao tratar do assunto:

– Ele é o treinador. Eu só quero jogar, ser feliz dentro campo e ganhar – disse, evitando polemizar.

Os repórteres insistiram. Falar do tema não deixou o jogador à vontade, isso ficou claro. Mas ele não fugiu do tema:

– Braçadeira é rótulo, que não é prêmio tão importante. Cada um tem sua função em campo e sabe da sua importância. Não é porque uso a braçadeira que sou capitão. Também pode ter capitão sem braçadeira. O treinador fará a melhor escolha – afirmou.

Quando perguntaram sobre a pressão de ter que ganhar o ouro em casa, Neymar tentou passar tranquilidade:

– Tem que esquecer pressão. É orgulho e honra representar o Brasil e jogar pelo seu país, em casa. É uma oportunidade muito grande de ser feliz dentro de casa e conseguir o ouro olimpico – disse.

Micale na seleção olímpica

Sobre o companheiro de Barcelona, Messi, que anunciou não jogar mais pela seleção argentina, o atacante resumiu:

– Futebol sem Messi não é futebol – destacou, para emendar em seguida: – Mas eu quero ver o Messi feliz. Eu me coloco na pele dele e sei como é. Sei que é muito difícil (jogar pela seleção) – encerrou.