Pelo 20º ano consecutivo, a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) promove em todo o Brasil o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele. No dia 1º de dezembro, sábado, das 9h às 15h, a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, cerca de 4 mil médicos dermatologistas e voluntários somarão forças para a prestação de atendimento e esclarecimento quanto à importância de adotar medidas preventivas. A ação é também conhecida como #DezembroLaranja.

As consultas serão realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento em diversos estados do Brasil. Neste ano, a campanha contará com nove postos de atendimento no Paraná nas cidades de Curitiba, Apucarana, Cascavel, Maringá, Londrina, Paranavaí, Foz do Iguaçu e Toledo.

Desde 1999, a campanha já beneficiou mais de 594 mil brasileiros e nesta 20ª edição a previsão é de que 30 mil pessoas sejam atendidas. A campanha dá continuidade ao tema “Se exponha, mas não se queime”, com o objetivo de cativar a população ao fazer um trocadilho entre exposição solar e a exposição nas redes sociais. “É o momento de promover a visibilidade do tema e de tentar mais uma vez realizar uma campanha participativa, coletiva e atuante. Todas as ações em torno do #DezembroLaranja integram o compromisso da gestão, que é oferecer informações que possam contribuir para a prevenção do câncer da pele”, afirma o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sérgio Palma.

Orientações

Em Curitiba, o Hospital de Clínicas e a Santa Casa participarão do evento. Nesse dia a população será atendida por voluntários médicos com o objetivo de buscar casos de câncer de pele. Após o dia da campanha, os pacientes diagnosticados com câncer de pele são encaminhados para o tratamento adequado das lesões. Um dos maiores objetivos é conscientizar a população sobre o câncer de pele, que é o tipo de câncer mais comum diagnosticado atualmente, formas de prevenção e detecção precoce. São feitas várias atividades educativas para conscientizar a população sobre a prevenção do câncer que inclui medidas de proteção solar adequada e uso de cremes fotoprotetores. A campanha visa ainda valorizar o médico dermatologista, que é o médico indicado para fazer esse diagnóstico e o tratamento dessa doença. No ano passado foram atendidos, no Paraná, 1.605 mil pacientes e feitos 286 diagnósticos durante a campanha.

De dezembro deste ano a março de 2019, ou seja, durante todo o verão, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos para sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a cada duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.

Perigo: Três em cada dez tumores

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é de que o número de câncer da pele não melanoma seja de 165.580 novos casos. Um dado novo desse período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170) do que mulheres (80.410). A outra notícia é que a estimativa de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma diminuiu em 10 mil casos de um biênio para o outro.

“A SBD transformou esse problema de saúde pública na causa da luta contra o câncer da pele. A boa notícia é que tudo indica que as ações da Sociedade estão surtindo efeito. Parece que estamos no caminho certo”, explica o coordenador nacional da Campanha Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, Joaquim Mesquita.

Em 2018, a SBD conta com parcerias de órgãos públicos, instituições de saúde e empresas para que possam trabalhar em colaboração e superar desafios para reverter o número de casos da doença no país. A sociedade civil também está convidada para participar da campanha.

 

Sobre o câncer da pele

O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa de câncer da pele. O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza.

A regra do ABCDE da pinta ajuda na suspeita de uma lesão maligna e sinaliza que um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia deve ser procurado.

– Assimetria: A metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.

– Bordas: Lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.

– Cor: A coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.

– Diâmetro: Lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.

– Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.