Os 16 municípios lindeiros ao lago de Itaipu, no lado brasileiro da usina, iniciam nesta quinta-feira (14), uma agenda de plantios em alusão à marca de 24 milhões de árvores plantadas pela empresa nas áreas protegidas do reservatório, no Brasil e no Paraguai. A ação tem parceria com a Itaipu, por meio da Diretoria de Coordenação.

Foz do Iguaçu terá o primeiro plantio comemorativo, às 9 horas, no Terminal Turístico da “Prainha” de Três Lagoas. À tarde, a atividade vai ocorrer em Santa Terezinha de Itaipu, às 14h30, também na prainha local, o Terminal Turístico Alvorada de Itaipu. Nos dois municípios, a espécie símbolo escolhida foi o pau-brasil.

O calendário de plantios segue até o dia 27 de outubro, quando acontecem os eventos em Guaíra, pela manhã, e em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, no período da tarde. Até lá, o cronograma abarcará os municípios de São Miguel do Iguaçu, Medianeira, Itaipulândia, Missal, Santa Helena, Diamante do Oeste, São José das Palmeiras, Entre Rios do Oeste, Pato Bragado, Marechal Cândido Rondon, Mercedes, Terra Roxa e Guaíra. Os participantes são convidados a postarem as fotos com as hashtags #ItaipuRefloresta e #24MilhoesDeArvores.

As mudas de árvores nativas foram produzidas no Refúgio Biológico Bela Vista de Itaipu e repassadas aos municípios. Como símbolo do plantio dos 24 milhões de árvores, foram escolhidos o pau-brasil, a peroba e os ipês roxo e amarelo. Outras espécies de mudas também serão plantadas, passando de mais de uma centena de futuras árvores.

“Itaipu sempre teve e sempre terá uma grande preocupação com o ecossistema e a biodiversidade em todo o seu entorno”, disse o diretor-geral brasileiro da usina, general João Francisco Ferreira. “Cuidar das questões ambientais também garante a segurança hídrica e energética para o Brasil e para o Paraguai”, completou.

O trabalho da Itaipu na restauração de ecossistemas começou antes mesmo que a primeira turbina da usina começasse a gerar energia. Em 1979, com a criação das áreas protegidas, teve início a implantação da floresta ciliar no entorno do reservatório e a criação dos refúgios biológicos.

Foram quatro etapas distintas de trabalho. Na primeira, entre 1979 e 1981, foi feito o plantio de uma linha de árvores chamada “Cortina Florestal”, na divisa entre a propriedade de Itaipu e as áreas lindeiras. Entre 1983 e 1986, os agricultores lindeiros começaram a participar das ações de restauração no sistema agroflorestal.

O enriquecimento da vegetação introduzida na etapa anterior e o plantio de novas áreas por empresas especializadas e contratadas pela Itaipu, em especial na Faixa de Proteção do reservatório, aconteceram de 1987 a 1991.

A quarta e última etapa do trabalho teve início em 1996 e continua até os dias de hoje, com o trabalho de restauração sendo realizado por meio de convênios de cooperação técnico-financeira com os municípios lindeiros e também por empresas especializadas, além de um intenso trabalho de educação ambiental. A expectativa é a 24ª milionésima muda seja plantada no mês de novembro.

(Assessoria)