Cascavel – A visita do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a Cascavel, nesta quinta-feira (1°), promete ser agitada. Ao menos do lado de fora, já que o encontro será a portas fechadas e com limite de convidados.

Cerca de 30 entidades de classes, deputados estaduais e federais, vereadores e prefeitos da região estavam sedentos para participar do encontro que vai discutir as novas concessões de rodovias. Contudo, foram todos barrados.

A reunião será privada com representantes de três cooperativas da região (Coopavel, Lar e Frimesa), Fiep, Faep, Acic, Amop, Codesc, Codefoz e Caciopar. Como presidente da Amop e prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos será o anfitrião do evento, que começa às 10h, na Prefeitura de Cascavel. É aguardada também a participação do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Após cumprir agenda em Cascavel, o ministro segue para Curitiba.

Na última terça-feira (30), cerca de 30 entidades classistas de Cascavel, que estão diretamente interessadas no debate sobre o pedágio, reuniram-se para deliberar sobre a falta de convites para a reunião e reforçar a posição contrária ao modelo proposto de concessão (teto de desconto + outorga), defendendo que a licitação ocorra pelo maior desconto tarifário.

De acordo com Edson Vasconcelos, membro da diretoria do POD (Programa Oeste em Desenvolvimento), o cerimonial está sendo organizado pelo Ministério da Infraestrutura e os convites foram realizados exclusivamente pela assessoria do ministério.

Protesto

Diante do impedimento para a participação da reunião, alguns segmentos prepararam uma mobilização, com veículos e faixas, simultaneamente ao encontro de líderes com o ministro. O presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, convocou os produtores rurais para que marquem presença com tratores e caminhões na manifestação.

 

Barrados

O coordenador da Frente Parlamentar sobre o Pedágio, deputado estadual Arilson Chiorato (PT), comentou que os deputados também foram pegos de surpresa com a falta de convite para o encontro, pois o assunto a ser debatido é de extrema importância.

De acordo com ele, a falta de institucionalidade do ministro será objeto de protestos por parte dos parlamentares durante a próxima audiência pública sobre o novo modelo de concessão.

Segundo Chiorato, uma carta em nome do povo paranaense, explicando a situação da alta oneração e a discriminação sofrida pelo Estado, em relação ao governo federal sobre o modelo de concessão das rodovias do Paraná, deverá ser discutida entre os membros da Frente.

 

Fim dos contratos

Também será cobrada do ministro a posição a ser tomada pelo governo federal sobre o fim dos atuais contratos de concessão, em novembro de 2021. Como não haverá tempo hábil para a negociação do novo modelo e implementação até o fim do ano, as entidades querem saber qual será a medida que a União irá adotar até que os novos contratos sejam assinados.

De acordo com Edson Vasconcelos, o objetivo é debater o modelo responsável. “Nós queremos debater, sim, e, com seriedade, o modelo que nós temos responsabilidade e vamos pagar. Não podemos ficar refém do que já está superado”.

A Acic divulgou nota na tarde de ontem reforçando apoio sobre modelo com menor tarifa e contrária à outorga onerosa e ao modelo híbrido (desconto + outorga).