O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que vai ampliar os testes para covid-19 no Brasil em resposta às demandas apresentadas no final da tarde desta segunda-feira (13), em encontro virtual com 39 prefeitos. O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, participou do encontro e defendeu ainda a ampliação das remessas de vacinas e a instalação de barreiras sanitárias nas cidades fronteiriças.

A pauta do encontro, articulado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), debateu ainda estratégias de médio e longo prazo para prevenção de novas variantes da pandemia. “Estamos com as cidades aeroportuárias, que operam voos internacionais, e as fronteiriças para que posamos discutir como podemos trabalhar cada vez melhor para prevenir a entrada das cepas e como enfrentar essa questão da melhor forma. Estamos juntos nessa batalha para vencer o coronavírus”, disse o presidente da FNP, Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju (SE).

Os prefeitos, segundo Chico Brasileiro, defenderam protocolos mais rígidos em aeroportos e regiões fronteiriças, Queiroga afirmou que ideia é ampliar a testagem para “níveis próximos do que acontece nos EUA e Reino Unido”. Segundo o ministro, atualmente o Brasil não testa mais do que 690 testes por 100 mil habitantes.

Compra

Dessa forma, o Ministério da Saúde já encaminhou, junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a compra de 14 milhões de testes de antígeno. Queiroga defendeu uma medida normativa que imponha a testagem de todas as pessoas que estejam nos aeroportos. Segundo ele, o pedido já foi encaminhado para a Secretaria de Vigilância em Saúde e depois será discutido junto com prefeitos e governadores.

“Vamos trabalhar para que, dentro de um curto espaço de tempo, a gente possa enviar mais testes para serem utilizados dentro da política de testagem estabelecida pelo Ministério, para que tenhamos rastreabilidade e saibamos acompanhar exatamente o momento da pandemia”, disse.

Chico Brasileiro, vice-presidente da FNP para as Cidades Fronteiriças, destacou que a entrada das variantes no Brasil “começa pela fronteira” e afirmou que os municípios estão dispostos a ajudar. “Sabemos que a Anvisa não tem recursos humanos para atuar nas fronteiras”. “Queremos proteger o Brasil”, disse.

Vacinas

Sobre a distribuição de vacinas, Queiroga garantiu ser “sensível à agenda”, mas que as ações precisam ser pactuadas pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), com Conass e Conasems. “Essas vacinas têm que ser distribuídas conforme o que é pactuado na tripartite”, declarou.

Para o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, presidente do Consórcio Conectar, mais importante do que dividir de forma equânime os imunizantes é “controlar e garantir que não tenha disseminação de uma cepa mais contagiante”.

“Meu pensamento é que, a partir de setembro, teremos uma condição sanitária mais tranquila no Brasil e aí estaremos programando uma saída dessa pandemia e retomada mais forte da economia”, concluiu o ministro.