Cotidiano

Ministério da Justiça e Segurança Pública entrega equipamentos de alta tecnologia para auxiliar forças de segurança na resolução de crimes com armas de fogo

Sistema Nacional de Análise Balística vai abranger todas as unidades da federação até o fim de 2022. Paraná é um dos estados que recebeu os primeiros equipamentos

Ministério da Justiça e Segurança Pública entrega equipamentos de alta tecnologia para auxiliar forças de segurança na resolução de crimes com armas de fogo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a implantação do Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB), ferramenta inédita no país que vai fornecer informações estratégicas para auxiliar investigações e aumentar a taxa de resolução de crimes cometidos com arma de fogo.

Os primeiros seis equipamentos serão instalados na Polícia Federal e nos estados de Goiás, Paraná, Espírito Santo, Pernambuco e Pará. Até o momento, o Ministério investiu mais de R$ 100 milhões na aquisição das ferramentas de alta tecnologia.

O investimento faz parte do Sistema Nacional de Análise Balística, projeto estratégico do MJSP, coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Até o fim de 2022, o Ministério vai implementar a ferramenta em todas as unidades da federação para que possuam um banco de perfis balísticos.

“Estamos entregando para as forças de segurança uma tecnologia de última geração que vai permitir a formação de uma rede nacional para que crimes cometidos com armas de fogo sejam solucionados com a maior brevidade possível”, afirma o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

Os equipamentos produzem imagem de alta definição de projéteis e estojos encontrados em locais de crime e, por meio do novo sistema de correlação, consegue identificar outros casos, no qual a mesma arma foi utilizada. Hoje, a análise é feita pelos peritos de forma manual, por meio de comparação visual, o que requer muito tempo de análise.

“Ao utilizar bancos de dados de perfis balísticos e sistema de comparação, é possível vincular a atividade de uma arma de fogo, bem como coletar informações relativas a outros crimes que possam ter ocorrido ou o qual o armamento se conecta”, explica o secretário Nacional de Segurança Pública, Renato Paim.

A Rede Integrada de Bancos Balísticos vai fornecer, ainda, informações estratégicas para auxiliar o sistema de segurança pública do país a compreender os padrões dos crimes com armas de fogo suspeitas, compartilhamento de armas para cometimento de crimes, atividades criminosas ligadas ao narcotráfico, grupos de extermínio e organizações criminosas. Esses dados vão servir para elaboração de ações voltadas para a redução da criminalidade com mais eficiência. O Ministério também vai investir na capacitação dos profissionais que vão manusear os equipamentos.

Os órgãos de segurança pública dos Estados e do Distrito Federal vão aderir ao Sistema Nacional de Análise Balística por meio de acordo de cooperação técnica celebrado com o Ministério. Editado em junho deste ano pelo presidente Jair Bolsonaro, o Decreto nº 10.711 criou o Sistema Nacional de Análise Balística, o Banco Nacional de Perfis Balísticos e o Comitê Gestor do Sistema Nacional de Análise Balística.

(MJP)