Uma a uma, as leis cascavelenses passam por uma revisão feita pela Comissão Especial do Legislativo comandada pelo vereador Mauro Seibert (PP). E o trabalho promete ser exaustivo – são 6,9 mil leis em vigor em Cascavel.

Para este ano, a promessa é de discussões acaloradas devido à análise de textos recentes da década de 90.

Seibert sempre defendeu o desenvolvimento rural e, neste contexto, cobra da administração municipal maiores investimentos: não em equipamentos, mas em servidores, para darem conta dos mais de 3 mil quilômetros de estradas rurais que necessitam de manutenção.

Do Legislativo, Mauro espera independência, mesmo diante da forte aliança entre Alécio Espínola e Leonaldo Paranhos.

HojeNews – A revisão das leis municipais teve avanço?

Mauro Seibert – Conseguimos analisar as leis das décadas de 50 e 60. Queremos organizar a legislação. Acreditamos que 60% de todas as leis sejam revogadas. Temos mais dois anos para terminar esse trabalho que não é nada fácil. Agora começamos a verificar leis mais atuais, das décadas de 80 e 90. Esperamos que esse trabalho possa facilitar a vida dos moradores, reduzindo a burocracia, e também para o Executivo, que perde muito tempo analisando essas leis. Muitas são parecidas.

HojeNews – Uma das suas defesas em plenário é justamente a redução da burocracia…

Seibert – Percebemos que os novos governos têm esse discurso – do Estado e da União – de facilitar a vida do empresário, que é quem leva este País para frente, gerando emprego. Só assim conseguimos mudar a realidade. Não existe outra forma se não tivermos empresas com bons resultados.

HojeNews – Como estão os investimentos no campo?

Seibert – Teremos uma reunião esta semana com o início dos recapes de estradas rurais em Alto Bom Retiro. Estive na Comissão de Agricultura e percebemos que foi estruturado o setor com equipamentos, por meio de financiamentos e parcerias com Itaipu. Investimentos de quase R$ 50 milhões. Conseguimos um britador móvel para retirar pedras brutas, assim não perde tempo transportando essas pedras nem há danos aos veículos. Temos muito que percorrer, pois são mais de 3,2 mil quilômetros. Uma coisa é certa: não podemos colocar patrola nas estradas, pois elas danificam as estradas. Tem que colocar material e compactar. Tenho um envolvimento com o campo, mas não interfiro no cronograma, apenas cobro ação, que quando as máquinas estão na região todas as estradas sejam arrumadas. Tem político que pede para retirar a máquina para pôr em outro lugar…

HojeNews – A atual gestão avançou no interior?

Seibert – Tivemos avanço, mas observamos que a administração anterior valorizava mais o funcionário público por meio de hora extra. A atual está segurando mais, aos sábados, por exemplo, tirou o pé do acelerador. Sabemos que entre dezembro e janeiro há recessos e funcionários em férias, mas agora temos o começo da safra, com antecipação da colheita. Então tem que existir um cronograma de gestão humana para que as equipes estejam nas estradas rurais para que não quebrem máquinas e que o serviço não pare. Avançou muito nas máquinas, mas pouco em capital humano.

HojeNews – E quais são suas metas políticas?

Seibert – Sempre fui muito consciente: não era para estar com mandato. Ficava mais nos bastidores ajudando outros prefeitos, meu irmão [ex-vereador Mário Seibert]. Gosto de executar, estou fazendo trabalho com o Partido Progressista, com Alfredo Kaefer, Cida Borghetti, [José] Schiavinato, [Dilceu] Sperafico, Hélio Laurindo… Tenho o sonho de chegar à Secretaria de Agricultura, onde acredito que faria um bom trabalho. O Nei [Haveroth, secretário de Agricultura] está fazendo um bom trabalho, conversei com ele. Mas eu gosto de trabalhar pela agricultura, tenho facilidade para conversar com o homem do campo e com os funcionários do setor.