Quando todos pensavam que a lista de barbáries deste início de ano havia dado uma trégua, mais uma choca todo o País. O massacre em um colégio estadual em Suzano (SP) trouxe à tona uma série de opiniões, apologias, interpretações e até elucubrações sobre causas, problemas, motivos, enfim, um sem-fim de especialistas dando pitado sobre por que os dois rapazes fizeram o que fizeram.

Há pouco tempo, situação semelhante foi registrada aqui, no oeste do Paraná. Em Medianeira, dois meninos foram armados para a escola e atingiram colegas de sala de aula. Dois estudantes foram baleados.

Este é mais um exemplo de que, de novo, a história vem para nos mostrar que não conseguimos aprender com a história.

Os casos de ataques em escolas provocados por alunos ou ex-alunos não são tão raros como gostaríamos que fossem e, sempre depois do choque e das teorias sobre bullying, games violentos, transtornos psicológicos, desestruturação familiar ou social e outras, seguimos nossas vidas calados. Até que um outro jovem resolve ser ouvido e deixa mães sem filhos, estudantes sem colegas, alunos sem professores. E escancara que esquecemos tudo aquilo que prometemos.

Este 2019 tem sido desafiador de todas as maneiras. Uma sucessão de tragédias tem nos abalado e jogado em nossas caras o quanto somos procrastinadores.

Passou Brumadinho, e nada foi feito ainda. Passou CT do Urubu e nada aconteceu. Vieram enchentes e continuamos sem ação.

Por Carla Hachmann